Quando Vila Velha e Vitória se unem, quem ganha é o Espírito Santo, afirma Devanir

Quando Vila Velha e Vitória se unem, quem ganha é o Espírito Santo, afirma Devanir

Por Devanir Ferreira

A imagem em que Arnaldinho Borgo e Lorenzo Pazolini levantam as mãos um do outro não foi apenas um gesto para foto. Aquilo ali representou, para quem acompanha a política de perto, a consolidação de um movimento que vinha sendo construído há bastante tempo nos bastidores e que agora ganha forma no cenário estadual.

A aproximação entre os prefeitos de Vila Velha e Vitória, as duas maiores cidades do Espírito Santo, projeta um arranjo político estratégico para 2026. É evidente que esse movimento aponta para um projeto maior, em que um dos dois nomes tende a disputar o Governo do Estado.

Eu sempre defendi essa aliança. Mesmo sendo, muitas vezes, questionado por integrar o partido do prefeito de Vitória e, ao mesmo tempo, ser líder do governo Arnaldinho Borgo na Câmara de Vila Velha, nunca tive dúvida sobre qual deveria ser a postura correta: trabalhar pela união institucional e política entre as duas cidades, acima de disputas menores e vaidades partidárias.

Sempre entendi que Vila Velha e Vitória não podem caminhar em lados opostos. Quando os dois maiores municípios se unem, quem ganha é o Espírito Santo.

Há mais de um ano, atuei de forma silenciosa para aproximar os dois governos.

Foi um trabalho de construção de pontes, de redução de ruídos, de conversa franca e de defesa de convergência de projetos. Essa aliança, agora pública, não surgiu do nada. Ela é fruto de diálogo, maturidade política e muito trabalho de bastidor.

Como líder do governo Arnaldinho Borgo, mantive fidelidade administrativa e institucional ao projeto que governa Vila Velha. Ao mesmo tempo, dentro do Republicanos, procurei criar um ambiente de confiança, respeito e diálogo entre lideranças que, no fim das contas, pensam no desenvolvimento do Espírito Santo.

Essa união entre Arnaldinho Borgo e Lorenzo Pazolini não foi construída por uma única pessoa. É fruto de várias mãos, de gestores bem avaliados, técnicos, com respaldo popular e que agora se alinham em um projeto estadual mais amplo.

Para mim, esse momento não é de vaidade pessoal. É de consolidação política.

Política madura se faz com visão de futuro. Essa aliança não nasceu de improviso. Ela nasceu de trabalho.

A Grande Vitória passa a falar a mesma língua no tabuleiro estadual. E quem ajudou a construir essa ponte entende que o maior ganho não é político, é institucional: mais integração, mais força e mais capacidade de entregar resultados reais para a população.