AdvertismentGoogle search engineGoogle search engine
quarta-feira, agosto 26, 2026
InícioEspirito SantoFamílias de desaparecidos no ES podem realizar testes de DNA gratuitos; descubra...

Famílias de desaparecidos no ES podem realizar testes de DNA gratuitos; descubra como participar

Familiares de pessoas desaparecidas têm a oportunidade de aumentar as chances de identificação de seus entes queridos por meio de uma coleta simples e gratuita de DNA. Até a próxima sexta-feira (28), a Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES) e a Polícia Civil do Estado (PCES) estão intensificando a mobilização sobre essa iniciativa.

Desde 2021, o Espírito Santo participa da Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, e o cadastramento pode ser realizado ao longo de todo o ano.

O material coletado é armazenado em bancos de perfis genéticos e é comparado com amostras de indivíduos não identificados, tanto vivos quanto falecidos. A perita oficial criminal e chefe do Laboratório de DNA Forense (LABDNA), Bianca Bortolini Merlo, informou que, desde o início da campanha no estado, 352 famílias, totalizando cerca de 450 pessoas, foram cadastradas. Durante esse período, o cruzamento de informações resultou na identificação de 34 casos, dos quais cinco foram interestaduais.

Bianca ressalta que não há um prazo determinado para a quantidade de tempo que a pessoa esteve desaparecida, e que a coleta é uma única vez. Se surgirem compatibilidades, o sistema realiza a análise automaticamente ao inserir os dados.

A coleta é feita por meio de uma raspagem na parte interna da bochecha, utilizando um cotonete. É importante destacar que o procedimento é completamente gratuito e não requer a coleta de sangue. Para se cadastrar, é necessário apresentar um documento oficial com foto e o boletim de ocorrência referente ao desaparecimento.

A recomendação é que sejam priorizados os parentes de primeiro grau do desaparecido, e a família também pode trazer objetos de uso pessoal, como escovas de dente ou apetrechos de barbear, que possam auxiliar na identificação.

O delegado Tarcísio Otoni, responsável pela Delegacia Especializada de Pessoas Desaparecidas (DEPD), enfatiza que o DNA é crucial, mesmo em casos que se arrastam há anos. “O DNA determina com precisão que a pessoa encontrada, muitas vezes em situação de óbito, pertence ao caso”, afirmou.

Além disso, Carlos Alberto Dal-cin, perito oficial geral da PCIES, lembrou que não é necessário esperar 24 horas para registrar um desaparecimento. A orientação é que, assim que um familiar suspeitar que seu ente querido esteja desaparecido, ele deve se dirigir à delegacia, pois o tempo é um fator essencial na busca.

Desde 2021, o Estado já cadastrou 352 famílias no Banco Nacional de Perfis Genéticos, com cerca de 450 membros fornecendo material genético. Ao todo, foram realizadas 34 identificações, sendo cinco delas interestaduais. Atualmente, o banco contém 550 casos cadastrados sem identificação.

Os pontos de coleta para o DNA no Espírito Santo incluem o laboratório de DNA forense em Vitória, a Seção Regional de Medicina Legal em Cachoeiro de Itapemirim, Linhares, Colatina e Venda Nova do Imigrante. É possível realizar o cadastro a qualquer momento do ano, e a coleta é feita de forma simples e indolor, apenas por meio da raspagem da bochecha.

Os dados estatísticos de desaparecimento no Espírito Santo são preocupantes. Já em 2026, até julho, foram registrados 1.559 casos. No ano anterior, 2.566 pessoas desapareceram. Os dados indicam que 60,5% dos desaparecidos são homens e 34,3% mulheres, além de que 23,5% são adolescentes entre 12 e 17 anos.

Em termos de localização, em 2026, 282 desaparecidos foram encontrados, sendo 262 vivos e 20 mortos, o que corresponde a 18,1% do total de casos.

Artigos Relacionados

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

MAIS LIDOS

Recent Comments