Um homem de 56 anos foi detido no dia 30 de julho sob a acusação de estupro de vulnerável e assédio sexual de uma adolescente de 14 anos. A prisão ocorreu em Uberlândia, Minas Gerais. As investigações realizadas pela Polícia Civil do Espírito Santo revelaram que os crimes teriam se consumado em 2022, enquanto a vítima estava empregada no comércio do suspeito, localizado no distrito de Santo Agostinho, em Água Doce do Norte, na região Noroeste do estado.
A ação policial ocorreu após a Delegacia de Polícia de Água Doce do Norte ter obtido um mandado de prisão preventiva para o acusado. O homem foi encontrado fora do Estado e localizado em Minas Gerais. Ele permanece detido à disposição da Justiça do Espírito Santo.
O delegado responsável, Leonardo Forattini, informou que o homem teria abusado da adolescente, utilizando sua posição de empregador para constrangê-la com violência e ameaças, incluindo a utilização de uma arma de fogo, a fim de forçá-la a manter relações sexuais. De acordo com as investigações, ele cometeu diversos atos libidinosos contra a jovem ao longo de meses, no ambiente de trabalho, até que a adolescente decidiu relatar os abusos a seus familiares e deixou o emprego.
As investigações começaram após denúncias recebidas por meios de comunicação dedicados ao tema. O Ministério Público fez um pedido formal e, a partir desse momento, depoimentos foram coletados, perícias médicas foram realizadas e documentos foram reunidos, evidenciando indícios da autoria e a materialidade dos crimes.
Adicionalmente, descobriu-se que o suspeito já tinha uma condenação anterior por um crime semelhante e havia faltado a um interrogatório para o qual havia sido intimado sem justificativa. Após a conclusão do inquérito, a Polícia Civil indiciou o homem e solicitou a prisão preventiva, sendo este pedido aceito pelo Ministério Público e aprovado pela Justiça. Ele responderá pelos crimes conforme os artigos 213, §1º, combinados com o artigo 226, II, e 216-A, §1º, do Código Penal, além das implicações da Lei de Crimes Hediondos.
A Polícia Civil destaca a relevância da denúncia em casos de violência sexual envolvendo crianças e adolescentes, e orienta que as ocorrências possam ser comunicadas por meio de canais apropriados, garantindo o sigilo do denunciante.



