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sexta-feira, setembro 4, 2026
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Porto Seguro oferece compensação a pescadores para controlar a invasão do peixe-leão na Bahia

A prefeitura de Porto Seguro, localizada na Bahia, começou em setembro de 2026 uma avaliação de sua estratégia emergencial para lidar com a proliferação do peixe-leão. Com o objetivo de proteger o ecossistema marinho e assegurar a segurança da população, a administração municipal estabeleceu uma recompensa de R$ 10 por peixe-leão capturado e entregue por pescadores. Essa ação visa controlar a rápida multiplicação dessa espécie venenosa, que não possui predadores naturais em águas brasileiras.

O sistema de pagamento para incentivar a captura do peixe-leão é simples: os pescadores locais recebem R$ 10 por cada exemplar que entregam à Colônia de Pescadores Z-22. Desde o início deste mês, a iniciativa já levou à remoção de 442 peixes. Essa recompensa é parte de um plano de ação mais amplo, divulgado oficialmente em agosto, que envolve a colaboração de órgãos ambientais e pesquisadores. O objetivo é monitorar a presença dessa espécie e impedir que ela se fixe permanentemente na costa.

O peixe-leão, oriundo do Indo-Pacífico, é um predador que se reproduz com grande facilidade. Sua presença nas águas brasileiras é problemática, pois ele não enfrenta predadores naturais eficazes, o que resulta em uma rápida disseminação e um risco significativo de desequilíbrio no ecossistema dos recifes, ao se alimentar de espécies nativas. Além do impacto ambiental, o peixe-leão representa um perigo à saúde humana, possuindo espinhos venenosos que podem provocar acidentes graves em pescadores, mergulhadores e frequentadores de praias. Por esse motivo, o monitoramento em áreas como o Parque Marinho do Recife de Fora é constante.

Os peixes capturados não são devolvidos ao mar. Em conformidade com as diretrizes do plano municipal, os exemplares são enviados, preferencialmente, ao Laboratório de Ecologia e Conservação Marinha da Universidade Federal do Sul da Bahia. No laboratório, os cientistas realizam estudos sobre a biologia, alimentação e estrutura populacional do peixe-leão, com o intuito de obter dados que ajudem a entender a evolução da sua invasão e a possibilitar ajustes nas estratégias de controle, conforme surgem novas informações.

Quanto ao uso da carne do peixe-leão, embora essa possibilidade para auxiliar no controle da invasão seja considerada no futuro, o consumo ainda não foi autorizado. O plano de ação determina que, primeiramente, deverá ser realizado um diagnóstico completo para avaliar as condições sanitárias, técnicas e ambientais. Somente após assegurarem a segurança da saúde pública, a comercialização e o processamento da carne devem ser considerados, buscando integrar o peixe-leão a uma cadeia produtiva local de maneira coordenada.

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