Um homem de 37 anos foi detido na quarta-feira (02) em Marilândia, localizada no Noroeste do Espírito Santo, sob suspeita de abuso sexual contra sua sobrinha de apenas 11 anos, em Mantenópolis. A ocorrência foi revelada à Polícia Civil após a menina receber atendimento médico, quando sua mãe informou sobre o abuso perpetrado pelo tio.
De acordo com o delegado Robson Peixoto, da Delegacia de Polícia de Mantenópolis, o Conselho Tutelar foi acionado e fez a comunicação do caso às autoridades locais. Policiais realizaram buscas pelo suspeito, que já havia se ausentado do local.
As investigações da Polícia Civil enfrentaram obstáculos, especialmente na tentativa de confirmar a verdadeira identidade do acusado, uma vez que ele havia utilizado um nome falso. Após a identificação completa, os investigadores buscaram endereços relacionados ao suspeito em São Mateus e Mantenópolis, porém ele não foi encontrado em nenhum desses locais. A equipe policial recebeu o suporte da Polícia Civil da região Noroeste, que forneceu novas informações sobre o paradeiro do investigado.
No dia 30 de julho, a Justiça emitiu um mandado de prisão preventiva contra o suspeito, após laudos periciais comprovarem sinais que corroboravam com as alegações da criança. A ordem era sigilosa, o que garantiu que o suspeito não soubesse sobre a prisão iminente.
No momento da detenção, o homem estava na casa de familiares e demonstrou surpresa com a chegada das autoridades, afirmando não entender o motivo da abordagem. Os parentes não foram informados sobre os detalhes da investigação, que continua em andamento sem que o acusado tenha sido julgado.
Conforme relatos surgidos durante as investigações, os abusos teriam ocorrido à noite, quando o suspeito entrou no quarto onde a vítima dormia, enquanto os demais familiares estavam dormindo. Por se tratar de uma criança menor de 14 anos, o caso é classificado como estupro de vulnerável, já que a legislação brasileira considera qualquer pessoa nessa faixa etária vulnerável, independentemente de consentimento.
O delegado ressaltou a importância de seguindo protocolos específicos para a oitiva de vítimas em casos de violência sexual contra crianças e adolescentes, buscando evitar a revitimização. O acusado permanecerá à disposição da Justiça à medida que o caso se desenvolve.



