As exportações brasileiras de produtos destinados à China experimentaram uma queda de 10,9% em agosto de 2026, totalizando US$ 8,340 bilhões, comparado aos US$ 9,361 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior. Em contrapartida, as importações de bens chineses cresceram 21,3%, alcançando US$ 6,609 bilhões, frente a US$ 5,449 bilhões em agosto de 2025. Como resultado, o Brasil contabilizou um superávit de US$ 1,731 bilhão nas transações com a China no oitavo mês deste ano.
No acumulado de janeiro a agosto de 2026, em comparação ao mesmo período no ano anterior, as vendas brasileiras para a China aumentaram 15% e atingiram US$ 77,070 bilhões. Durante o mesmo intervalo, as importações também cresceram, mas em uma taxa de 9,5%, totalizando US$ 51,561 bilhões. Assim, a balança comercial com a China registrou um superávit de US$ 25,509 bilhões.
O diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, informou que, em 10 de agosto, o Ministério do Comércio da China comunicou que o Brasil já havia utilizado 90% de sua cota para importação de carne bovina. Esse comunicado pode ter influenciado a diminuição do ritmo de embarques do produto para o país asiático.
O governo chinês, no ano passado, decidiu estabelecer uma tarifa de 55% sobre as importações de carne bovina que excederem a cota permitida, que para o Brasil é de 1,106 milhão de toneladas em 2026. Brandão comentou que, apesar de não ter havido novos comunicados do governo chinês, é esperado que a cota seja alcançada ainda em agosto. Ele observou que os exportadores provavelmente já se adaptaram a essa situação, reduzindo o volume de embarques para minimizar o risco de incidência da tarifa adicional.
Esta série de medidas pode efetivamente reduzir os envios de carne bovina para a China, embora o Ministério do Comércio da China ainda não tenha oficializado se a cota foi atingida.



