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domingo, setembro 6, 2026
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Enviados de Trump chegam a Kiev para discutir o término da guerra após encontro com Putin em Moscou

Os enviados dos Estados Unidos, Jared Kushner e Steve Witkoff, desembarcaram em Kiev no domingo (6), marcando sua primeira visita à capital ucraniana. Essa chegada ocorreu um dia após uma reunião no Kremlin com Vladimir Putin, onde discutiram estratégias para pôr fim a mais de quatro anos de conflito entre Rússia e Ucrânia.

Kushner, genro do presidente americano, e Witkoff, sócio de Donald Trump, já haviam realizado múltiplas visitas a Moscou, mas esta é a primeira vez que dialogam na Ucrânia, um país que sofre ataques russos desde a invasão iniciada em 2022.

Os representantes americanos viajaram de trem até Kiev, onde estão previstos encontros com o presidente Volodimir Zelenski. O objetivo é reiniciar as negociações para encerrar o mais grave conflito europeu desde a Segunda Guerra Mundial, que viu intensificação recente dos combates.

A invasão russa resultou na morte de centenas de milhares de pessoas e no deslocamento de milhões de cidadãos.

No encontro de sábado (5) com Putin, Witkoff e Kushner discutiram propostas para uma agenda de paz, conforme anúncio feito pela Casa Branca. O comunicado destacou que as partes abordaram planos concretos e que novas reuniões em solo ucraniano deveriam ocorrer nos dias seguintes.

Yuri Ushakov, assessor diplomático do Kremlin, descreveu as conversas como “extremamente francas”. Segundo ele, os enviados americanos apresentaram várias ideias para um possível acordo, embora não tenham entrado em detalhes sobre as sugestões.

O Kremlin afirmou ainda manter confiança na capacidade de alcançar seus objetivos militares, especialmente no leste da Ucrânia. Rússia e Ucrânia concordaram em suspender ataques mútuos por três dias para facilitar as negociações. Esta é a oitava visita de Kushner e Witkoff à Rússia durante o conflito, sendo a primeira vez que estão em Kiev. A imprensa russa reportou que os dois chegaram a Rzeszów, na Polônia, antes de seguir para a capital ucraniana.

Zelenski declarou que a Ucrânia está “pronta para o diálogo”, ressaltando o compromisso do país em ser construtivo, mesmo diante da situação tensa. Porém, muitos cidadãos ucranianos expressam ceticismo quanto ao progresso das negociações.

Em declarações feitas antes dos encontros, Putin assegurou que a Rússia tomaria as medidas necessárias para garantir a segurança dos enviados em Kiev, considerando as circunstâncias delicadas originadas dos ataques russos.

Putin também agradeceu a Trump pelos esforços contínuos para mediar a paz, reconhecendo a complexidade da tarefa. Trump, por sua vez, mencionou que seus enviados apresentariam uma proposta para sanar o conflito, mas não forneceu detalhes adicionais.

Até o momento, as tentativas de mediação dos Estados Unidos não resultaram em avanços significativos, com o cenário de paz estacionado, em parte devido à rivalidade de Washington com o Irã. A Rússia mantém ocupações em extensas regiões do leste e sul ucraniano, reiterando a intenção de expandir sua controle territorial.

Moscou e Kiev firmaram um acordo de cessar-fogo durante as conversações. Zelenski se comprometeu a não atacar Moscou, enquanto combates continuaram em outras áreas do país. A Força Aérea da Ucrânia reportou o lançamento de 108 drones e mísseis pela Rússia durante a noite, enquanto Moscou alegou ter interceptado 258 desses equipamentos.

Naquele sábado, Putin observou que a Ucrânia havia diminuído consideravelmente seus ataques. Contudo, Kiev informou que os bombardeios russos resultaram na morte de dez civis em várias regiões, inclusive crianças na área de Kharkiv. Outras vítimas fatais ocorreram nas proximidades da capital.

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