Na terça-feira (8), a imprensa iraniana reportou que um navio petroleiro da Irã foi atingido por um míssil americano próximo à costa da ilha de Kharg, que abriga a principal infraestrutura petrolífera do país. De acordo com a agência de notícias Tasnim, o ataque aconteceu a aproximadamente seis quilômetros da ilha, embora não tenham sido registradas vítimas.
A mídia local já havia relatado de explosões vindas dessa mesma ilha, situada no Golfo, assim como da cidade portuária de Jask, que fica na proximidade do estratégico estreito de Hormuz. O Comando Central das Forças Armadas dos EUA comunicou que, durante o ataque, cinco petroleiros iranianos foram destruídos. Isso ocorreu após a Guarda Revolucionária do Irã ter atacado um navio americano com mísseis em duas ocasiões recentes. O Exército americano informou que seu navio conseguiu sobreviver aos ataques sem feridos.
Várias explosões foram mencionadas pela agência Mehr, que não forneceu detalhes. Informes da agência Fars indicaram que os sons das explosões foram ouvidos na cidade de Jask, ocorrendo em dois momentos próximos entre si.
Em contrapartida, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter realizado um ataque a uma base americana na Jordânia, que não confirmou a operação. Além disso, as forças iranianas ameaçaram atacar petroleiros nos portos do Kuwait e do Bahrein e advertiram as tripulações a deixarem essas áreas.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou que os EUA seguirão a estratégia de eliminar petroleiros iranianos em resposta aos ataques do governo persa. Durante visita à Colômbia, ele afirmou que o Irã continua a atacar embarcações da Marinha dos EUA e, em retribuição, acaba por perder navios.
No mesmo dia, a Guarda Revolucionária anunciou a captura de um drone submarino americano não tripulado na região de Hormuz, que Teerã bloqueou meses atrás em meio à ampla guerra no Oriente Médio. Em comunicado, a Guarda afirmou que a operação, que levou à captura do submarino, foi complexa e envolveu táticas de inteligência.
De acordo com as informações divulgadas, o submarino americano, considerado moderno e inteligente, é equipado com tecnologia avançada para reconhecimento e vigilância subaquática, mapeamento do fundo do mar, detecção de minas e inspeção de cabos e oleodutos submarinos.
Desde o início do conflito, o Irã tem mantido um bloqueio no estreito de Hormuz, que normalmente é utilizado para transportar cerca de um quinto das exportações globais de petróleo e gás natural liquefeito. Em resposta, os EUA implementaram um bloqueio em portos iranianos para contrabalançar as ações do Irã, que anunciou planos de taxar os navios que passarem pelo estreito para financiar serviços de proteção ambiental, medida que é amplamente reprovada pelos EUA.
Em uma nova escalada do conflito, o grupo rebelde houthis, apoiado pelo Irã, conduziu ataques em quatro cidades no sul da Arábia Saudita,resultando em mais de 70 feridos e danos em instalações petrolíferas.
Os rebeldes, que controlam a maior parte das áreas habitadas do Iémen, incluindo a capital, Sanaa, afirmaram ter realizado uma ampla ofensiva em território saudita. As autoridades da Arábia Saudita reportaram incêndios nas localidades atacadas e informaram que entre os feridos estavam mulheres e crianças. Esses ataques foram considerados um dos maiores realizados contra a Arábia Saudita desde o início das operações de guerra por parte de EUA e Israel contra o Irã.



