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terça-feira, setembro 15, 2026
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É comum a memória falhar após os 50 anos?

A perda temporária de memória, como esquecer onde as chaves foram colocadas ou não lembrar o nome de uma pessoa conhecida, é algo comum e, geralmente, não motivo de alarme, segundo especialistas. No entanto, surgem questionamentos sobre a gravidade de problemas de memória em indivíduos acima dos 50 anos.

O esquecimento é frequentemente associado ao Alzheimer, a forma mais comum de demência. No Brasil, uma pesquisa revelou que 78% da população teme desenvolver esta doença. O geriatra Roni Mukamal explica que, com o avanço da idade, o processamento e a recuperação de informações podem se tornar mais lentos. É normal que ocorram esquecimentos pontuais, como perder a localização de um item, desde que não se tornem frequentes e não interfiram no dia a dia do idoso.

Mukhakal também ressalta que alguns sinais de alerta devem ser considerados, como a incapacidade de lembrar se tomou medicamentos, esquecer senhas bancárias, ter dificuldades financeiras e deixar panelas no fogo. Tais situações exigem uma avaliação médica.

Atualmente, cerca de 2,5 milhões de pessoas com 60 anos ou mais no Brasil convivem com Alzheimer e outras demências. Este mês, a campanha Setembro Lilás busca promover a conscientização sobre essas condições.

Apesar de o Alzheimer ser amplamente reconhecido, existem outros tipos de demência que não iniciam necessariamente com lapsos de memória. A psicóloga Laiss Bertola alerta que, se as pessoas aguardarem apenas pelo esquecimento, poderão não conseguir identificar outros quadros menos frequentes que também merecem atenção.

Além disso, a geriatra Daniela Barbieri observa que diversas condições de saúde, como hipotireoidismo e apneia obstrutiva do sono, podem impactar a função cerebral, mas podem ser tratáveis. Ela acrescenta que vários medicamentos, principalmente sedativos, assim como o uso excessivo de álcool e tabaco, prejudicam a saúde do cérebro. O sedentarismo e o controle inadequado de doenças como diabetes e hipertensão também podem trazer consequências cognitivas.

Na busca por uma mente saudável, Kátia Siquara, de 62 anos, que aos 45 anos retornou ao ambiente acadêmico para cursar Educação Física e atualmente é professora e técnica de vôlei, enfatiza que manter tanto a mente quanto o corpo ativos é crucial. Kátia investe tempo em projetos e procura estar atualizada sobre as novidades, cuidando de sua saúde física, mental e espiritual.

De acordo com dados, no Brasil existem 2,5 milhões de pessoas com 60 anos ou mais que sofrem de Alzheimer ou outras demências, e um estudo recente aponta que 84,3% desses indivíduos não possuem diagnóstico formal. Além disso, 80% da população e 65% dos profissionais de saúde ainda acreditam que a demência é um resultado natural do envelhecimento.

Pequenos lapsos de memória, como não localizar um objeto, estão se tornando mais comuns com o passar dos anos. Contudo, é vital que esses episódios não se intensifiquem nem afetem a rotina e a autonomia do indivíduo, conforme destacado pelo geriatra Roni Mukamal.

Problemas de memória podem ser atribuídos a diversas causas, e uma avaliação abrangente é fundamental antes de concluir que se trata de Alzheimer. Transtornos como depressão e ansiedade podem comprometer a concentração e a memória. Além disso, distúrbios da tireoide, carências de vitaminas, AVC, traumatismos cranianos e o uso de substâncias como álcool e algumas medicações podem provocar alterações cognitivas.

Mudanças no comportamento, na personalidade ou em outras capacidades cognitivas são fatores que necessitam de investigação médica, de acordo com a psicóloga Laiss Bertola.

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