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sexta-feira, setembro 18, 2026
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Sangramentos nasais recorrentes: quando é hora de buscar ajuda?

O sangramento nasal, conhecido tecnicamente como epistaxe, é uma ocorrência bastante comum e geralmente não sinaliza problemas sérios de saúde. Casos que demandam intervenção médica são raros, mas é fundamental identificar situações que requeiram atenção, principalmente quando o sangramento é intenso, recorrente ou vem acompanhado de outros sintomas.

A epistaxe acontece quando pequenos vasos sanguíneos na mucosa da cavidade nasal se rompem. A maioria dos episódios se origina na parte anterior do septo nasal, região com alta concentração de vasos superficiais que são vulneráveis ao ressecamento e a traumas.

Durante um episódio de sangramento nasal, a primeira recomendação é manter a calma e sentar-se, inclinando levemente a cabeça para frente. É contraindicada a inclinação para trás, pois isso pode permitir que o sangue escorra para a garganta, provocando náuseas, vômitos ou engasgos.

A compressão deve ser feita com os dedos na parte macia do nariz, abaixo da parte óssea, mantendo as narinas fechadas. Essa pressão deve ser mantida por, pelo menos, cinco minutos, sem intervalos para verificar se o sangramento cessou.

Caso o sangramento seja abundante, não ceda com a compressão adequada, ou se o indivíduo apresentar fraqueza, palidez, tontura, dificuldade para respirar, ou notar uma grande quantidade de sangue descendo pela garganta, é aconselhável buscar atendimento médico de emergência.

Em indivíduos saudáveis, episódios isolados de sangramento geralmente têm causas benignas e locais, como ressecamento da mucosa, exposição a ar seco, rinite, infecções respiratórias, assoar o nariz com força, manipulação nasal e traumas leves. Entretanto, em casos de sangramentos recorrentes, é importante investigar mais a fundo. O médico localizará possíveis condições responsáveis pelo problema, além de avaliar medicamentos que o paciente utiliza, como anticoagulantes e antiplaquetários, que podem aumentar a intensidade e duração de um sangramento. Histórias pessoais ou familiares de hemorragias anormais também devem ser levadas em consideração durante a avaliação.

Ainda que a pressão arterial frequentemente se eleve durante um episódio de epistaxe, muitas vezes como resultado da ansiedade gerada pelo sangramento, a hipertensão não é automaticamente a causa do problema. Em indivíduos mais velhos, deve-se ter atenção especial a sangramentos que ocorrem na região posterior das fossas nasais, pois podem ser mais volumosos e difíceis de tratar.

Entre as crianças, o sangramento nasal é igualmente frequente, tendendo a ser menos preocupante. A maioria das ocorrências provém da parte anterior do nariz e se relaciona a fatores locais. A manipulação nasal com os dedos, traumas pequenos, crostas, ressecamento da mucosa e inflamações decorrentes de rinite estão entre as causas mais comuns.

Os pais costumam se alarmar com a quantidade de sangue, especialmente se o episódio ocorrer à noite, manchando roupas ou travesseiros. Contudo, na maioria dos casos, a epistaxe em crianças é leve e responde bem às medidas conservadoras, com intervenções mais complexas sendo necessárias apenas em casos excepcionais.

A abordagem inicial mais importante consiste em realizar corretamente a compressão nasal e observar a evolução do quadro. Não é apenas a presença de sangue que altera a preocupação médica, mas sim a quantidade, duração, frequência, lateralidade e a associação com outros sintomas.

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