quinta-feira, outubro 8, 2026
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Incêndio na UFPE provoca prejuízo estimado em R$ 100 milhões, revela reitor; PF inicia investigação

Um incêndio devastou parte de um edifício da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), localizada no Recife, causando um prejuízo estimado em R$ 100 milhões, conforme informado pelo reitor Alfredo Gomes. As chamas consumiram laboratórios dedicados a áreas como fármacos, genética e informática, resultando na destruição total do andar superior do prédio.

Além da perda de equipamentos e materiais, a universidade está avaliando os danos nas pesquisas realizadas no local. Aproximadamente 80 dissertações e teses de doutorado estavam vinculadas aos grupos de pesquisa que operavam na edificação. Dados significativos acumulados ao longo de duas décadas também foram comprometidos.

O reitor Alfredo Gomes mencionou: “Estimamos que a estrutura abrigava diversos grupos de pesquisa, e a destruição de dados de 20 anos é uma perda irreparável”.

O valor indicado é uma estimativa preliminar. A UFPE se programará para se reunir com as equipes dos projetos a fim de realizar um levantamento mais preciso dos prejuízos. A integridade do edifício será verificada para determinar a extensão dos danos.

Em resposta ao incidente, a Polícia Federal (PF) anunciou a abertura de um inquérito para investigar as circunstâncias e as causas do incêndio. Equipes de peritos federais já foram mobilizadas ao campus para analisar o local, e a PF manteve diálogo com a reitoria da UFPE e com o Corpo de Bombeiros. Até o momento, não há informações concretas sobre as causas do fogo.

O incêndio teve início por volta das 20h de quarta-feira, 7 de novembro. O Corpo de Bombeiros empenhou oito viaturas para controlar as chamas e finalizou os procedimentos de segurança na manhã seguinte. Não houve registro de feridos.

O prédio afetado é o antigo edifício da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), situado na Cidade Universitária, na zona oeste do Recife. Esse espaço abrigava laboratórios e áreas utilizadas por pesquisadores de diversas disciplinas, com foco em áreas como fármacos, genética e informática. Após a destruição do andar superior, a UFPE está considerando a possibilidade de realocar os laboratórios para garantir a continuidade das pesquisas.

Este incêndio é notável, pois representa o terceiro sinistro em instalações da UFPE em uma semana. O primeiro ocorreu em 30 de setembro, em um laboratório do Departamento de Física, onde o fogo pode ter sido originado por uma câmara de alta temperatura utilizada para aquecimento de substâncias. O segundo incidente foi registrado no domingo, 4 de novembro, no laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências. Ambos os eventos foram de menor gravidade e não causaram oferidos.

A universidade também iniciou investigações internas sobre as ocorrências. A apuração da PF deverá esclarecer se o incêndio foi resultado de falha, acidente ou outro fator. O ministro da Educação, Leonardo Barchini, afirmou que o governo federal está acompanhando as investigações e colocou o Ministério da Educação à disposição da UFPE. Acompanham-se as investigações para apurar a origem do incêndio, conforme mencionado pelo ministro nas redes sociais. Além disso, o advogado-geral da União, Jorge Messias, designou a Procuradoria-Geral Federal para acompanhar o caso.

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