sexta-feira, outubro 9, 2026
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Vorcaro teria coordenado ataque hacker durante prisão domiciliar para eliminar dados do celular

O proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, supostamente contratou um ataque cibernético em janeiro, enquanto cumpria prisão domiciliar em São Paulo. A intenção dele era impedir que a Polícia Federal acessasse dados de seu celular, e para isso, ele pediu a Thiago Miranda, seu representante no setor de comunicação, que invadisse seu iCloud, serviço de armazenamento em nuvem da Apple, com o intuito de eliminar informações do aparelho que havia sido apreendido.

As revelações sobre essa tentativa de ataque foram detalhadas por Thiago Santos, um especialista em segurança cibernética que colaborou na execução do plano, em depoimento à polícia. A defesa de Vorcaro e de Miranda ainda não se manifestou em relação ao caso, cujo espaço continua aberto para comentários.

Na época em questão, a força-tarefa da Operação Compliance Zero mantinha o celular em sua posse havia dois meses. Registros de conversas do banqueiro com outros indivíduos, presentes em documentos da polícia, indicam que ele não obteve êxito em sua estratégia. Além disso, Vorcaro solicitou a exclusão de dados de seu cunhado e operador financeiro, Fabiano Zettel, o qual era responsável por realizar pagamentos a autoridades utilizando empresas e fundos associados ao Banco Master.

Após o pedido de Vorcaro, Miranda entrou em contato com Thiago Santos com o objetivo de deletar todos os dados antes que a PF pudesse acessá-los. Embora Santos tenha conseguido invadir o iCloud, sua ação foi interrompida por policiais que detectaram a tentativa de invasão.

Miranda também recebia solicitações de Vorcaro para retirar do ar matérias publicadas em veículos de comunicação. A investigação da Polícia Federal identifica o publicitário como um intermediário nas ações de influenciadores contra o Banco Central após a liquidação de sua instituição. A defesa de ambos os envolvidos nega qualquer prática ilícita.

Vorcaro está sendo investigado por possíveis fraudes no sistema financeiro, gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, ocultação de bens e corrupção, e já enfrentou prisão em duas ocasiões, em novembro de 2025 e março de 2026. Neste momento, ele continua detido na Papudinha, em Brasília.

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