O foco do partido está na reeleição de Lula, enquanto a disputa pelo governo estadual é secundária.
Uma resolução do Partido dos Trabalhadores (PT), divulgada nesta sexta-feira (9), orienta seus filiados e apoiadores no Espírito Santo a não apoiarem os aliados do candidato Flávio Bolsonaro, do PL. A militância foi convocada a intensificar sua presença nas redes e nas ruas para reeleger o presidente Lula e combater os representantes do fascismo.
O deputado federal Helder Salomão, que disputou o cargo de governador, obteve 15,32% dos votos e ficou em terceiro lugar. A interpretação da resolução sugere que ele não apoiará nenhum dos políticos que ainda estão em corrida pelo cargo. Lorenzo Pazolini, do Republicanos, é o candidato alinhado a Flávio Bolsonaro, enquanto Ricardo Ferraço, do MDB, também flerta com a extrema-direita, embora não tenha declarado um voto para o cargo presidencial.
Segundo a resolução, a principal prioridade do PT no Espírito Santo neste segundo turno é a reeleição de Lula. O partido enfatiza a importância de proteger a democracia, a soberania e os direitos dos trabalhadores e da população brasileira, evitando retrocessos.
A nota ressalta também a necessidade de resistir ao retorno de indivíduos que “atentaram contra o Estado Democrático de Direito”, que negaram vacinas durante a pandemia e que usaram recursos estatais para proteger membros da família Bolsonaro e seus aliados. O texto critica ainda Flávio Bolsonaro, destacando seu envolvimento em escândalos de corrupção e ligações com milícias.
O presidente Lula é descrito como um estadista admirado globalmente e considerado o melhor presidente da história do Brasil, além de ter sido fundamental para o desenvolvimento do Espírito Santo nas últimas décadas. A resolução conclui que sua eleição é benéfica tanto para o Brasil quanto para o estado capixaba.
Participação no governo
O PT integrou a administração estadual no último mandato. Contudo, após Ricardo Ferraço assumir o governo, o partido optou por abdicar dos cargos, devido ao seu conhecido antipetismo e à sua associação com a Reforma Trabalhista, da qual foi relator no Senado em 2016.
Nas eleições do primeiro turno, os municípios que favoreceram Lula tenderam a votar mais em Ricardo Ferraço do que em Pazolini para o governo. Mesmo assim, Ferraço não se manifestou em direção ao eleitorado que apoia Lula.

