sábado, outubro 10, 2026
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Ataque a aeroporto na Arábia Saudita causa ao menos 12 mortes

Um ataque devastador ao aeroporto internacional de Riade desencadeou uma grande tragédia, resultando na morte de 12 pessoas e deixando 309 feridos, segundo informações oficiais da Arábia Saudita. O incidente, atribuído aos hutis do Iêmen, gerou pânico e levou à suspensão temporária das operações no aeroporto, exacerbando as tensões na região e na guerra civil iemenita.

De acordo com as autoridades de aviação civil sauditas, entre as vítimas fatais, estavam quatro cidadãos sauditas, além de dois de Bangladesh, um americano, um egípcio, um jordaniano, um sírio, um palestino e um sudanês. Médicos foram mobilizados em massa para atender a uma “emergência grave”, enquanto várias embaixadas estrangeiras recomendaram que seus cidadãos evitassem a área do aeroporto. As informações preliminares indicam que o ataque foi realizado por um míssil disparado pelos hutis.

Os hutis têm intensificado seus ataques contra a Arábia Saudita, visando aeroportos e instalações petrolíferas, especialmente após o colapso de uma trégua em julho com o governo iemenita, apoiado pela coalizão saudita. Embora o governo saudita raramente reconheça ataques hutis a alvos civis, o movimento ainda não reivindicou a autoria do ataque ocorrido neste sábado.

Testemunhas relataram ter ouvido uma explosão enquanto esperavam pelo embarque, descrevendo cenas de caos à medida que os passageiros tentavam escapar. Uma das testemunhas, presente na zona de embarque, relatou: “Vi feridos… Todo mundo corria.” As operações no aeroporto foram suspensas para que os danos fossem avaliados e a segurança das instalações pudesse ser garantida. Segundo informações hospitalares, cinco pessoas estavam em estado crítico nas unidades de terapia intensiva.

As embaixadas dos Estados Unidos, Canadá, Alemanha e Espanha emitiram alertas, desaconselhando os cidadãos a se aproximarem da área. O presidente dos Estados Unidos afirmou que decidirá em breve sobre a participação do país nas ações contra os hutis. A situação no Iêmen também voltou a esquentar após o fim de uma trégua de quatro anos mediada pela ONU, com forças governamentais sauditas avançando contra posições hutis na região do Estreito de Bab el Mandeb. Ambas as partes relataram confrontos na área, essencial para as rotas de transporte de petróleo pelo Mar Vermelho, mas as informações sobre o andamento da guerra permanecem difíceis de verificar no contexto do conflito.

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