quinta-feira, outubro 15, 2026
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O que Ricardo afirma sobre as escolhas do Podemos e da União Brasil: “Segunda prioridade”

O governador Ricardo Ferraço (MDB) está buscando não intensificar a crise em sua campanha após as direções nacionais do Podemos e do União Brasil terem declarado apoio ao candidato Lorenzo Pazolini (Republicanos). Para o segundo turno, ele adotou uma nova estratégia, priorizando o contato direto com os eleitores.

Na última terça-feira, durante uma entrevista na TV Vitória, Ferraço foi questionado sobre as suas relações com os partidos após o apoio anunciado. Ele respondeu que sua intenção é concentrar-se em debater as questões com os cidadãos. Ferraço afirmou que, ao conversar com o produtor rural, percebe que as preocupações políticas não estão em sua mente, enfatizando que o papel de um governador envolve liderar e fazer o Estado progredir, colocando as questões partidárias em segundo plano.

No primeiro turno, as articulações políticas ocuparam um espaço significativo na campanha do governador, que conta com a maior coligação partidária do pleito. Além do MDB, Ferraço tem o apoio do Podemos, Agir, PSB, PDT, Cidadania, PSDB e da superfederação União Progressista, composta por PP e União Brasil. Ele ainda recebeu a adesão da maioria dos prefeitos do Estado, com eventos realizados com lideranças políticas nas diversas regiões.

No entanto, Ferraço entra no segundo turno com uma desvantagem de 15 pontos percentuais em relação a Pazolini, que quase venceu no primeiro turno. Embora as eleições ainda não estejam decididas, o resultado anterior influenciou as decisões das legendas a nível nacional e o movimento de algumas lideranças locais.

Enquanto isso, no Podemos, o presidente estadual, Gilson Daniel, reafirmou a aliança com Ferraço; no entanto, algumas figuras do partido estão seguindo a direção nacional e manifestando apoio a Pazolini. O delegado Leandro Sperandio, que foi eleito deputado estadual com 32.965 votos, anunciou sua aliança com Pazolini, participando de eventos de campanha. Sperandio destacou em um vídeo que trabalha com Pazolini faz 20 anos, mencionando sua amizade e trajetória em conjunto na Polícia Civil.

Em seu perfil público, o delegado compartilhou a nota do Podemos nacional, afirmando que, embora tenha atuado de forma independente no primeiro turno, está agora ao lado de Pazolini. Após ter sido filiado ao PL e ao Republicanos, Sperandio, que considerou concorrer à prefeitura de Aracruz pelo partido de Pazolini, optou por não seguir essa candidatura, desistindo na fase de pré-campanha.

Em outra situação relevante, os presidentes do PP e do União Brasil, deputados Da Vitória e Marcelo Santos, participaram de um café da manhã com Pazolini, sendo fotografados juntos, um gesto que gerou especulações sobre a intenção de apoio. Apesar de não haver um pronunciamento oficial de apoio a Pazolini, a foto é considerada um sinal importante. Informações nos bastidores indicam que os deputados liberaram suas bases para apoiarem quem desejassem, após o presidente nacional do União ter declarado apoio a Pazolini.

Os dirigentes do PP e União Brasil não comentaram publicamente a foto ou a posição nacional em relação a Pazolini. No entanto, oficialmente, nada muda em relação à coligação, pois ambos os partidos continuaram como parte da chapa de Ferraço, contribuindo para a propaganda eleitoral com tempo de rádio e TV.

Se a liberação das bases se consolidar, isso pode causar impactos nas frentes de atuação, resultando em uma diminuição visível da militância e uma movimentação mais discreta nos bastidores. Um apoio formal de ambos os deputados a Pazolini poderia levar a uma ruptura imediata com Ferraço, gerando consequências políticas significativas.

Atualmente, tanto o PP quanto o União Brasil fazem parte da gestão, com representantes indicados por ambos os partidos ocupando posições importantes no primeiro escalão do governo. Sem qualquer indicação de que estejam dispostos a abdicar dessas pastas, as secretarias de Esporte e de Desenvolvimento Urbano permanecem sob sua responsabilidade.

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