quarta-feira, outubro 21, 2026
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Após prisão de suspeito, justiça determina a liberação do marido de grávida assassinada no ES.

A Justiça do Espírito Santo decidiu libertar Raphael Alves Nepomoceno, que estava detido sob suspeita do assassinato de sua esposa, Laydiane Lacerda da Silva, de 33 anos, grávida de 18 semanas, em Pedro Canário, no norte do estado. A soltura foi determinada em um despacho assinado na quarta-feira (21), após a apresentação de novos elementos na investigação, incluindo uma confissão atribuída a um outro indivíduo, que também se encontra preso por acusações de estupro e tentativa de homicídio.

Laydiane foi encontrada morta em sua residência no dia 3 de outubro, na localidade de Cristal do Norte, em Pedro Canário. No mesmo dia, Raphael foi preso em flagrante e indiciado por feminicídio.

A mudança no rumo da investigação ocorreu em 16 de outubro, quando Adriel de Jesus Sena foi detido por invadir uma casa, estuprar uma mulher e tentar matá-la com uma faca. Durante a ação, ele supostamente confessou o assassinato de Laydiane, afirmando que entrou em sua casa para roubar, cometeu violência sexual e a matou com facadas no pescoço.

A Polícia Civil informou que verificará a possível ligação de Adriel com o homicídio ao longo das pesquisas.

Na decisão de soltura, o juiz Leandro Cunha Bernardes da Silveira, da 2ª Vara de Conceição da Barra, enfatizou que houve uma alteração significativa no panorama da investigação após a prisão de Raphael. O Ministério Público e a autoridade policial manifestaram apoio à revogação da prisão preventiva. O juiz observou que a suposta confissão de Adriel deve ser avaliada com cautela, uma vez que ele negou ter confessado o homicídio em uma audiência de custódia em outro processo.

O magistrado esclareceu que ainda não se pode assegurar a responsabilidade criminal de um terceiro nem descartar os indícios que antes recaiam sobre Raphael. Apesar da gravidade da situação e da necessidade de esclarecer a autoria do crime, o juiz concluiu que não havia provas concretas e específicas suficientes para justificar a manutenção da prisão preventiva nesse momento.

Com a revogação, Raphael deve cumprir medidas cautelares estipuladas pela Justiça, que incluem comparecimento mensal ao juízo, proibição de deixar a comarca sem autorização legal, atualização de contatos e comparecimento aos atos da investigação e do processo que forem convocados. O descumprimento das regras poderá resultar em novas restrições ou na decretação de prisão preventiva, desde que os requisitos legais sejam cumpridos.

Vale ressaltar que a decisão não equivale a uma absolvição nem determina a autoria do crime, uma vez que as investigações ainda estão em andamento e o Ministério Público avaliará os elementos coletados para tomar as providências apropriadas.

Laydiane, que tinha 33 anos e estava grávida de 18 semanas, foi descoberta sem vida em sua casa no dia 3 de outubro, também no distrito de Cristal do Norte. Ela apresentava perfurações no pescoço. No momento da descoberta, Raphael foi detido e acusado de feminicídio. Segundo informações da Polícia Militar, foram encontrados vestígios de sangue no banheiro e uma calça manchada de sangue com um canivete preso à peça. Raphael alegou que saiu para trabalhar pela manhã e, ao voltar, encontrou a companheira morta.

A reviravolta na investigação ocorreu quando Adriel de Jesus Sena foi preso em 16 de outubro. Este homem também foi acusado de invasão, estupro e tentativa de homicídio de outra mulher. Durante a abordagem, ele teria afirmado ter assassinado Laydiane, o que levou a Polícia Civil a investigar sua possível participação no crime. A dinâmica do ato cometido contra Laydiane pareceu similar ao ataque à outra mulher, que conseguiu sobreviver. A investigação sobre o envolvimento de Adriel no homicídio de Laydiane continua em andamento.

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