A Polícia Federal convocou o senador Flávio Bolsonaro (PL) para entregar seus passaportes, tanto o comum quanto o diplomático, dentro de um prazo de 24 horas. A ordem foi emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, essa determinação impede o político de deixar o Brasil.
Flávio também fica proibido de se comunicar com seu advogado, Willer Tomaz. Ambos estão sendo investigados por suposta lavagem de dinheiro, com a polícia afirmando que eles compartilhavam uma conta no banco Santander. Tomaz já havia sido alvo de mandados de busca e apreensão devido a investigações sobre a lavagem de valores desviados de aposentadorias.
Em um vídeo nas redes sociais, Flávio revelou que a intimação ocorreu logo após sua visita ao pai, Jair Bolsonaro. O senador garantiu que vai entregar os passaportes e negou qualquer intenção de deixar o país. Ele declarou: “Nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar”.
Na mesma gravação, Flávio mencionou que a decisão de Moraes pode ter se baseado em comentários de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal, que sugeriu em uma entrevista que Flávio deixasse o Brasil caso não vencesse a eleição.
Vale ressaltar que Moraes já havia cancelado o passaporte de Tomaz, e essa medida só surtirá efeito quando o advogado voltar ao Brasil, uma vez que ele está atualmente no exterior.
Tanto a defesa de Flávio Bolsonaro quanto a de Willer Tomaz negam as acusações contra eles. A situação será atualizada à medida que novas informações forem divulgadas pelas partes envolvidas ou pela Polícia Federal.
No que diz respeito ao cenário eleitoral, Flávio Bolsonaro sofreu uma derrota nas eleições presidenciais para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que foi reeleito com 51,79% dos votos, enquanto Flávio obteve 48,21%. Apesar de ter liderado no primeiro turno por uma diferença superior a dois milhões de votos, não conseguiu manter a vantagem.
Após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar a reeleição de Lula, Flávio expressou que não aceitaria o resultado e alegou que fiscais do PL foram retirados da sala-cofre, o que foi desmentido pela corte eleitoral.
Além disso, em outro vídeo, Flávio criticou a condução do processo eleitoral e a extensão do horário de votação, citando dados que indicaram que 34,3 mil votos foram registrados após as 17h, num cenário onde Lula venceu com uma margem superior a quatro milhões de votos.
Por fim, Flávio anunciou que pretende solicitar ao TSE a cassação da chapa Lula-Alckmin, alegando abuso de poder político e econômico.

