terça-feira, outubro 27, 2026
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Investigações contra Flávio prosseguem no STF, mesmo após sua evasão

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) permanecerá respondendo a dois processos criminais no Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo após sua saída do Brasil rumo aos Estados Unidos.

Com foro privilegiado, Flávio, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, enfrenta investigações na Corte, enquanto se encontra sob prisão domiciliar. Ele é alvo de um processo relacionado ao advogado Willer Tomaz, que é acusado de lavagem de dinheiro em atividades vinculadas a apostas.

As investigações revelam que Flávio foi mencionado por uma secretária de Tomaz, que alegou ter informado sobre o fechamento de uma conta associada à empresa Alcazar Holdings, localizada na Ilha da Madeira, Portugal, a qual está sendo investigada pela Polícia Federal.

Recentemente, o relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, ordenou o bloqueio de até R$ 6 bilhões de Willer Tomaz. Essa decisão foi tomada após a PF descobrir que o advogado havia viajado para Miami, nos EUA, após ser alvo de buscas na Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em aposentadorias.

Além disso, Flávio também é investigado em um inquérito que apura pagamentos feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A revelação da solicitação de fundos de Flávio a Vorcaro surgiu após reportagens que abordaram a conversa entre ambos ocorrida no final do ano passado. O senador então negou qualquer conluio para obter vantagens indevidas, alegando que os recursos eram de natureza privada. Em julho deste ano, sua inclusão no inquérito foi confirmada.

Apesar de não ter sido eleito presidente, Flávio manterá seu cargo de senador até 1° de fevereiro. É provável que as investigações no STF continuem mesmo após o fim do mandato, dado que, conforme a jurisprudência atual, o tribunal pode julgar ex-parlamentares por crimes cometidos durante o exercício de suas funções.

Recentemente, Simón Levy, ex-secretário de Turismo do México, afirmou nas redes sociais que Flávio chegou aos EUA sob uma articulação liderada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio. A suposta fuga do senador ocorreu menos de 48 horas após sua derrota nas eleições presidenciais. One dia após esse evento, Flávio foi impedido de deixar o Brasil e intimado a entregar todos os seus passaportes em um prazo de 24 horas. Esse prazo expirou, e como os documentos não foram entregues, foram cancelados.

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