quarta-feira, outubro 28, 2026
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Leia a carta completa assinada por Flávio Bolsonaro após deixar o Brasil.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), que foi derrotado na corrida pela Presidência da República, divulgou uma carta agradecendo aos presidentes Javier Milei, da Argentina, e Donald Trump, dos Estados Unidos, após deixar o Brasil com destino a Miami. Na correspondência, ele se autodenomina “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e esta é sua primeira declaração pública após a sua saída do país.

Em sua carta, Flávio apresenta um brasão com a frase “Estados Unidos do Brazil” e a data de 15 de novembro de 1989. Ele refere-se ao resultado do segundo turno das eleições como uma “fraude eleitoral”, sem apresentar evidências, ecoando as alegações feitas por seu pai, Jair Bolsonaro, ex-presidente.

Além disso, o senador criticou a prorrogação do horário de votação determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), chamando-a de “atuação ilegítima e ilegal”.

Na carta, Flávio expressa: “Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil. Antes de tudo, agradeço ao Presidente Milei, pela coragem e justiça, ao Presidente Trump e ao povo americano por me acolher.” Ele descreve os Estados Unidos como um país de liberdades que compartilha valores com o Brasil.

Ele menciona ter presenciado uma fraude eleitoral no dia da votação e critica a decisão do STF que permitiu que Lula adicionasse mais de 10 milhões de votos do primeiro turno para o segundo. Segundo Flávio, essa mudança de regras favoreceu sua oposição e configurou uma violação da legislação eleitoral.

Flávio denuncia uma perseguição política contra ele e seu pai que, segundo ele, visa silenciar opositores do regime atual no Brasil. Ele afirma que não há mandados de prisão contra ele, mas sim uma caçada política. Em um tom de resistência, ele compara sua situação a personagens históricos que lutaram longe de seus países.

Ele considera sua saída do Brasil uma necessidade para manter sua liderança e não se submeter ao que classifica como um golpe de Estado. Flávio finaliza sua carta convocando a comunidade internacional a não normalizar a situação no Brasil, reiterando seu compromisso de liderar a oposição e mobilizar apoio popular enquanto clama por um retorno à democracia no país.

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