Uma nova geração de profissionais está prestes a ingressar no mercado. Estima-se que aproximadamente 22 mil universitários capixabas finalizem a graduação até o final deste ano, encarando o desafio de garantir um espaço — frequentemente o primeiro emprego — nas áreas escolhidas.
Esses números de formandos são obtidos a partir do Censo da Educação Superior, abrangendo tanto cursos presenciais quanto à distância (EAD). Apenas na Multivix, mais de 5 mil estudantes estão previstos para se formar no segundo semestre, distribuídos em mais de 40 cursos.
No UniSales, a expectativa é de que 250 alunos concluem suas graduações em 18 cursos distintos no segundo semestre de 2026, com opções nas modalidades presencial, semipresencial e EAD.
Entre os formandos estão os alunos do 10º período de Enfermagem: Maria Eduarda Lopes Perovano, 22 anos; Amanda Nascimento, 26; Thales Ricardo Meireles, 42; Weslayne Amorim, 24; Nádia Horana Pimentel, 22; Jheniffer da Cunha Damasceno, 25; e Joana Viana de Alcântara, 23, que compartilharam os principais desafios que enfrentam enquanto se aproximam da conclusão do curso.
O diretor-presidente de uma importante associação de mantenedoras de ensino superior destacou que um dos principais obstáculos dos recém-formados é transformar os conhecimentos adquiridos em oportunidades de carreira. Essa transição exige experiência, demonstração de competências e adaptação às novas tecnologias que estão mudando as exigências das profissões. Além das habilidades técnicas, são fundamentais a comunicação eficaz, a capacidade de trabalhar em equipe, a resolução de problemas e o aprendizado contínuo.
Ele salientou que a formação superior continua sendo um diferencial no atual cenário profissional.
Constantino Dias da Cruz Neto, doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, apontou a Inteligência Artificial (IA) como um desafio significativo para os novos profissionais que estão ingressando no mercado. Segundo ele, a tecnologia já está transformando a maioria das áreas profissionais e exige novas habilidades dos trabalhadores, bem como modificações nos currículos universitários.
De acordo com o especialista, as instituições precisam apressar-se para inserir esses novos conhecimentos e tecnologias em seus programas acadêmicos.
Em relação aos números, o último Censo da Educação Superior revelou que 22.862 pessoas no Espírito Santo obtiveram diploma, com 10.519 formandos na modalidade EAD e 12.343 na modalidade presencial.

