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quinta-feira, agosto 27, 2026
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Distribuição de sensores de glicose para crianças no ES terá início em dezembro

A partir de 18 de dezembro, crianças com diabetes mellitus tipo 1 (DM1) passarão a ter acesso gratuito a sensores de glicose nas unidades da Farmácia Cidadã Estadual. Essa medida foi estabelecida pela lei estadual nº 12.927, sancionada no dia 20 de outubro, que determina um prazo de 120 dias para que o governo do Espírito Santo organize o fornecimento dos dispositivos aos pacientes com até 12 anos.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, os planos para implementar a nova legislação estão sendo elaborados e devem ser concluídos em breve. O processo inclui a criação de um protocolo que estabelecerá critérios clínicos e assistenciais, bem como as diretrizes para o acesso aos equipamentos e a definição do público que poderá utilizá-los. Atualmente, 594 pacientes recebem o insumo, sendo 46 através de decisões judiciais e 548 por meio administrativo.

Os sensores facilitam o gerenciamento da diabetes, uma vez que são colocados na pele e têm um período de durabilidade de 14 dias, permitindo a medição da glicose em tempo real, sem a necessidade de picadas frequentes nos dedos. Especialistas ressaltam que essa tecnologia pode melhorar significativamente a qualidade de vida das crianças, garantindo um monitoramento menos invasivo.

A pediatra Flávia Tavares explica que o uso do sensor é vantajoso, pois reduz a quantidade de furações nos dedos, que podem causar desconforto e desmotivação para o monitoramento constante da glicemia. A endocrinopediatra Cíntia Moreira acrescenta que o dispositivo é crucial na prevenir complicações, uma vez que alerta para situações de hipoglicemia, que podem ocorrer sem aviso em crianças pequenas.

Em Vitória, desde 2024, houve a iniciativa de oferecer esses aparelhos gratuitamente a pacientes entre 4 e 12 anos. Para solicitar o sensor, é necessário apresentar um laudo médico, estar cadastrado no Sistema Único de Saúde (SUS) e na Rede Bem-Estar, bem como estudar na rede pública de ensino. A subsecretária de Saúde de Vitória, Patrícia Vedova, destaca que a utilização dos sensores resultou em mudanças significativas na rotina das famílias, como uma maior vigilância durante a noite e cuidados em ambientes escolares.

Atualmente, a compra dos sensores pode custar cerca de R$ 660 mensais, valor que representa um desafio para muitas famílias. Anderson Possati, pai de Lorenzo, uma criança de 11 anos com diabetes tipo 1, expressa sua esperança de que a nova lei melhore a qualidade de vida de seu filho. Ele relata as dificuldades atuais, que incluem a frequência das picadas para aferição dos níveis de glicemia e para a aplicação de insulina, ressaltando a importância de um monitoramento mais fácil e menos doloroso.

Além disso, o monitoramento contínuo permite um acompanhamento mais efetivo, especialmente em ambientes como escolas ou creches, onde realizar o teste convencional pode ser um desafio. O novo sistema é uma alternativa que visa aliviar a carga emocional e física sobre crianças e seus familiares, promovendo um tratamento mais humanizado e menos invasivo no cotidiano.

A nova legislação impulsiona a inclusão de tecnologias que podem transformar o tratamento da diabetes tipo 1, garantindo acesso a um equipamento que melhora a qualidade de vida e a saúde das crianças no estado.

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