O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, em evento realizado no Palácio do Planalto, que a responsabilidade de oferecer segurança à população brasileira recai sobre o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Lula enfatizou que é essencial que essa tranquilidade seja transmitida sem disfarces ou omissões.
A declaração ocorreu após o discurso de Fachin, que abordou a crise no STF, envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. O presidente mencionou o desejo de discutir de forma cuidadosa, no ano seguinte, a necessidade de reformas no sistema judiciário, além de ressaltar que nenhum ocupante de cargo público deve utilizar sua posição para obter vantagens pessoais.
Lula afirmou: “Estou convicto de que promoveremos uma discussão aprofundada sobre a imperiosa necessidade de uma nova reforma no Poder Judiciário, para que a população continue a confiar na Justiça. É inaceitável que alguém, em nome da democracia, explore seu cargo em prol de interesses próprios.”
Ademais, Lula expressou que possui uma preocupação quase ‘sobrenatural’ em relação à manutenção da esperança da sociedade nas instituições. Ele destacou que, sem instituições firmes, a democracia se torna vulnerável. Em suas palavras, “todos devem se submeter às mesmas regras da legislação, que é válida para todos. Conversei com meu amigo Fachin e ressaltei que a Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República têm grandes responsabilidades para com a sociedade.”
O presidente também mencionou que o país passa por uma “época de perigos” e que práticas como denúncias infundadas, vazamentos e disseminação de notícias falsas não ajudam a fortalecer a democracia. Recentemente, informações de uma investigação da Polícia Federal envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, foram divulgadas na mídia.



