O interrogatório do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de homicídio da esposa, a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, foi novamente adiado, chegando à terceira vez que isso ocorre. A defesa da família da vítima sustenta que os constantes cancelamentos estão atrasando o andamento do processo.
Conforme o advogado José Miguel Silva, que representa os interesses de Gisele, o interrogatório presencial está previsto para acontecer apenas em outubro.
“Mais uma vez, a defesa questiona o laudo. Eles afirmam que os novos quesitos são diferentes dos anteriores, mas isso parece ser apenas uma estratégia para procrastinar o processo, levando o crime bárbaro ao esquecimento pela mídia e pela sociedade”, declarou o advogado.
Gisele, que tinha 32 anos, foi encontrada morta com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde residia com Geraldo, na região central de São Paulo, em fevereiro. O tenente-coronel permanece preso preventivamente desde o dia 18 de março, quando se tornou réu sob a acusação de feminicídio e fraude processual.
Inicialmente, Geraldo alegou que a esposa teria cometido suicídio e afirmou que o casal enfrentava frequentes desentendimentos. No entanto, essa hipótese foi descartada por laudos que surgiram durante as investigações, conforme relatado pela defesa da família.
O policial nega as acusações de ter assassinado Gisele.
O interrogatório é a etapa final da instrução criminal. Após a oitiva do réu, a Justiça decidirá se Geraldo será submetido a um júri popular.



