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domingo, setembro 27, 2026
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Vice-Prefeita Acusada de Usar Verba Pública para “Amarração” Morre em Acidente

A vice-prefeita de Ribeira, São Paulo, Juliana Maria Teixeira da Costa, faleceu em um acidente automobilístico na manhã do último sábado (26). Ela contava com 43 anos e deixa dois filhos.

De acordo com informações da Câmara Municipal de Itaoca, o acidente ocorreu na estrada que conecta o bairro Saltinho, em Ribeira, ao bairro Caraças, em Itaoca. Detalhes sobre as circunstâncias do acidente e a possibilidade de outras vítimas ainda não foram revelados.

A confirmação sobre a morte foi feita pela Prefeitura de Ribeira, que anunciou luto oficial de três dias em respeito à funcionária pública.

A administração municipal prestou homenagem destacando a trajetória de Juliana e suas contribuições ao longo de sua carreira. Ela também havia exercido a função de secretária municipal de Saúde.

Juliana nasceu em 3 de fevereiro de 1983, na cidade paranaense de Jaguariaíva. Formada em serviço social, foi eleita vice-prefeita de Ribeira pelo MDB.

Antes de seu falecimento, a vice-prefeita enfrentava processos judiciais relacionados a suspeitas de irregularidades no uso de recursos públicos na área da Saúde. O Ministério Público de São Paulo a denunciou por suposta participação em um esquema de desvio de R$ 41,2 mil do Fundo Municipal de Saúde. Este montante teria sido transferido, através de uma empresa contratada pela prefeitura, para financiar um ritual denominado “casamento espiritual” ou “amarração amorosa”.

A acusação indicava que o serviço teria como objetivo aproximar Juliana do ex-coordenador municipal de Saúde, Lauro Olegário da Silva Filho, e distanciá-lo de sua esposa. Além da vice-prefeita, um funcionário público e o empresário responsável pela empresa na qual o pagamento foi feito também foram denunciados. A investigação ainda apontou indícios de fraudes em licitações e contratos na área da saúde.

Juliana estava afastada de suas funções públicas desde agosto de 2025. Em junho de 2026, o Tribunal de Justiça de São Paulo negou um pedido da defesa para revogar as medidas cautelares impostas a ela. Durante a repercussão do caso, Juliana refutou as acusações, alegando ser alvo de informações falsas e de uma campanha para manchar sua imagem, tanto pessoal quanto política.

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