A família de Frederico Moreno Serri Costa, terceiro-sargento do Corpo de Bombeiros de 39 anos, clama por justiça após a morte trágica do militar. Frederico foi agredido com socos e apunhalado na noite do último domingo (4) em Bicanga, na Serra. A irmã da vítima, Raphaella Galileu Serri Costa, descreveu o ataque como covarde, ressaltando que Frederico foi agredido pelas costas.
“Estamos em busca de justiça, a justiça dos homens, pois é necessário que isso aconteça. O ato foi covarde e premeditado. Independentemente do que tenha provocado a briga, não há justificativa para uma facada nas costas ou uma paulada na cabeça”, afirmou Raphaella.
Entretanto, a suspeita de que o crime tenha sido premeditado ainda não foi confirmada pelas autoridades competentes. Frederico era pai de uma menina de apenas seis anos e, segundo sua irmã, mantinha uma relação muito próxima com a família, especialmente com sua mãe e sua filha.
“Ele era muito inteligente e cuidadoso, tanto com a casa quanto com nós. Tinha uma filhinha de seis anos e era extremamente protetor”, contou.
De acordo com familiares, os suspeitos do crime incluem um casal e uma mulher adicional, todos residentes na mesma rua de Frederico. A família está em busca de esclarecimentos sobre os acontecimentos e aguarda que os responsáveis pela tragédia sejam devidamente punidos.
Frederico se integrou ao Corpo de Bombeiros em 2008, sendo terceiro-sargento na sede do Batalhão em Vitória, e também trabalhou na Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil. Dados do Portal da Transparência apresentam que o militar teve afastamentos devido a questões de saúde e estava licenciado desde setembro, com retorno programado para o próximo mês.
Os familiares afirmaram ainda que Frederico havia expressado preocupações anteriores acerca dos moradores envolvidos no caso.
O sargento foi esfaqueado durante uma altercação com um casal e uma mulher ao tentar buscar um cachorro em uma casa alugada por inquilinos de sua mãe. Relatos indicam que o casal e a terceira mulher estavam na casa da mãe do sargento consumindo bebida alcoólica quando Frederico chegou e foi agredido.
Os acontecimentos ocorreram nas proximidades de uma igreja católica, por volta das 22 horas. Os suspeitos relataram à Polícia Militar que Frederico tentou invadir a casa e teria danificado alguns materiais, enquanto, segundo moradores, o sargento pulou o muro após ser impedido de entrar.
Durante a briga que se seguiu, um dos suspeitos utilizou uma faca, enquanto a terceira mulher atacou Frederico com um pedaço de madeira. A vítima tentou escapar, mas continuou sendo atacada na rua.
A Polícia Militar compareceu ao local e deteve os três indivíduos, que foram apresentados à Delegacia Regional da Serra. A investigação do caso visa esclarecer as circunstâncias da morte e determinar a responsabilidade de cada um dos envolvidos.

