O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, participou de um ato de campanha em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. Durante sua fala, Lula criticou seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), e sua relação com os interesses dos Estados Unidos, reafirmando: “O Brasil não é quintal de ninguém”. Ele destacou a importância de não optar por candidatos que representem milícias. “Deixar de votar em um trabalhador para votar num miliciano é demais. Eles vão encher o território de milicianos”, acrescentou.
A declaração foi feita em um momento inesperado, quando o carro que transportava Lula teve um pneu furado, forçando uma pausa na mobilização. O presidente aproveitou a oportunidade para criticar possíveis mudanças em políticas públicas caso Flávio fosse eleito, mencionando a privatização do Sistema Único de Saúde (SUS), alterações na escala de carência de serviços e o abandono de propostas de transporte público gratuito nos finais de semana.
Lula enfatizou que a sociedade deve se conscientizar da importância de não eleger milicianos e reforçou a necessidade de mobilização do povo na reta final da campanha. Ele declarou que “sem povo não se ganha as eleições”, e ressaltou que há um desejo de mudança na sociedade.
O presidente também se referiu à postura de Flávio durante um debate, quando ele se comportou de forma considerada desonrosa em relação à família de Ana Klara, uma menina que foi vítima de um disparo de fuzil feito por um policial, em cuja defesa Flávio atua como advogado. Lula expressou indignação, afirmando que cada mulher do Brasil não deveria votar em um miliciano.
A primeira-dama, Rosângela Janja da Silva, compartilhou a mensagem de Lula, destacando a importância das mulheres como guardiãs da democracia e defensoras das políticas destinadas a elas. Lula, por sua vez, agradeceu ao apoio recebido dos cariocas, ressaltando a beleza do momento e a atitude solidária da mobilização, que incluiu distribuição de água e serviços médicos.
Em um discurso aos apoiadores, Lula afirmou que buscará vencer as eleições de 2026 com um governo que atenda a todos os brasileiros, independentemente de sua filiação partidária. Antes de encerrar sua participação na caminhada, ele exclamou que “amanhã eu serei eleito presidente outra vez” e que sentia um “sabor de vitória na boca”, aludindo à mobilização do povo como um grande diferencial.
Lula chegou ao evento com uma hora de atraso e esteve acompanhado de importantes figuras políticas, como o prefeito do Rio e outros líderes partidários. Durante a coleta de perguntas, o presidente expressou a sua intenção de continuar investindo na Baixada Fluminense, independentemente da filiação dos prefeitos.
Finalmente, ressaltou que sua trajetória em todas as cidades do Estado permanecerá igual, reforçando as promessas de investimentos federais na Baixada Fluminense, que totalizam cerca de R$ 20 bilhões, garantindo que as obras serão executadas independentemente da política local. Lula concluiu reiterando a importância da mobilização popular, afirmando que sem o engajamento do povo, a vitória nas eleições é inviável.

