quinta-feira, outubro 29, 2026
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OAB-ES dispensa advogada por comentários sobre petistas em ambiente profissional

Uma advogada chamada Julia Gobbo Amorim foi desligada de sua função na Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES) após a publicação de um vídeo em que expõe seu preconceito em relação aos simpatizantes do Partido dos Trabalhadores (PT). No vídeo, que foi gravado nas instalações da OAB, ela critica aqueles que considera petistas, afirmando que muitos não trabalham e preferem depender dos outros.

Durante a gravação, Julia menciona: “Aqui na OAB tem muita gente, muita gente petista, muita gente, e eu tô com preconceito. Muita gente não trabalha, muita gente que quer lamber na teta dos outros.” Na sequência, a advogada expressa sua intenção de prejudicar indivíduos com tal visão política: “E aí o que depender de mim, meu amor, ou depender de mim, eu vou dificultar a vida das pessoas. Ué, tá tudo certo, não é isso? A partir de agora vai ser isso.”

Em nota oficial, a OAB-ES repudiou as declarações feitas por Julia e comunicou seu desligamento da instituição. A entidade enfatizou seu compromisso com a imparcialidade política e a defesa da democracia, da pluralidade de ideias e da dignidade humana.

Reiterando a importância da liberdade de expressão, a OAB-ES destacou que não aceita manifestações de discriminação nem ofensas que desmereçam pessoas com base em suas convicções políticas. “Por esses motivos, a OAB-ES repudia as declarações ofensivas divulgadas em vídeo gravado por uma colaboradora nas dependências da instituição e informa que ela foi desligada de seu quadro”, afirmou a nota.

Após a repercussão, Julia decidiu excluir suas contas nas redes sociais. A OAB-ES, por sua vez, deixou em aberto a possibilidade de manifestação da advogada.

Em um contexto similar, foram divulgadas listas de boicote a comerciantes e profissionais identificados com a esquerda em diversas cidades do Espírito Santo, sugerindo que bolsonaristas deixem de comprar seus produtos e serviços. Esses casos foram registrados em localidades como Vitória, Colatina, Alegre, Santa Teresa e Cachoeiro de Itapemirim, com relatos de que não apenas comerciantes, mas também espaços religiosos estão sendo expostos.

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