sexta-feira, outubro 30, 2026
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Dívida pública atinge 82,9% do PIB em setembro, o maior patamar desde 2021

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) permanece em 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em setembro, conforme divulgado pelo Banco Central. Em valores nominais, a dívida teve um aumento, passando de R$ 11,055 trilhões para R$ 11,114 trilhões, atingindo o maior patamar desde março de 2021, durante a pandemia de covid-19.

Esta métrica, que considera o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o Banco Central e as empresas estatais, é um indicador importante para as agências de classificação de risco na avaliação da solvência do País. Um nível elevado de endividamento resulta em maior risco de inadimplência para o Brasil.

Durante o terceiro mandato de Lula, o endividamento do governo geral teve um aumento significativo, subindo mais de dez pontos percentuais, de 71,68% do PIB em dezembro de 2022. Essa situação gera preocupação entre os investidores, que exigem do governo ações concretas no quarto mandato para controlar o crescimento da dívida e evitar uma crise econômica.

Por sua vez, a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), que considera as reservas internacionais do Brasil, subiu de 69,3% do PIB em agosto para 70,0% em setembro, alcançando R$ 9,379 trilhões. De acordo com a metodologia do Fundo Monetário Internacional (FMI), a DBGG aumentou de 94,5% do PIB em agosto para 95,2% no mês seguinte.

Em setembro, o setor público consolidado, que inclui governo central, Estados, municípios e estatais, exceto Petrobras e Eletrobras, registrou um déficit primário de R$ 5,497 bilhões, uma melhora em relação ao déficit de R$ 10,012 bilhões de agosto. Em setembro de 2025, o déficit havia sido de R$ 17,452 bilhões.

O resultado do último mês não atingiu as expectativas da pesquisa Projeções Broadcast, que indicava um déficit de R$ 600 milhões como piso, e apresentava uma mediana de superávit de R$ 2,700 bilhões, com teto de R$ 7,500 bilhões. Apesar disso, este foi o melhor resultado para setembro desde 2022, quando houve um superávit de R$ 10,746 bilhões.

Especificamente para setembro de 2026, o governo central, que abrange o Tesouro Nacional, Banco Central e INSS, teve um superávit primário de R$ 3,469 bilhões, enquanto Estados e municípios apresentaram um resultado negativo de R$ 5,573 bilhões. As empresas estatais registraram um déficit de R$ 3,393 bilhões. Isoladamente, os Estados enfrentaram um déficit de R$ 6,260 bilhões, e os municípios obtiveram um superávit de R$ 687 milhões.

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