“Aqui a mulher é prioridade”: Pazolini participa de ação em Itararé e fortalece Vitória como capital mais segura do Brasil

“Aqui a mulher é prioridade”: Pazolini participa de ação em Itararé e fortalece Vitória como capital mais segura do Brasil

“Passei por situações muito delicadas com uma pessoa e, por isso, procurei a Delegacia da Mulher. Fui acolhida pela Casa do Cidadão, participei de várias palestras e tive acompanhamento psicológico oferecido pelo Centro de Referência em Atendimento à Mulher em Situação de Violência (Cramsv). Hoje, essa pessoa não pode se aproximar de mim e eu consigo dormir tranquila, sabendo que estou sendo respaldada por algo maior.”

O relato é de uma moradora que preferiu não se identificar e resume o impacto da rede de proteção às mulheres vítimas de violência em Vitória. E para alertar sobre histórias como essa, a importância da denúncia e o acesso aos serviços de apoio, foi realizada, na manhã desta quarta-feira (14), na feira livre do bairro Itararé, a ação de conscientização “Maria da Penha vai à feira”. A iniciativa levou informação diretamente à população, com caminhada, conversas e distribuição de folhetos.

A ação foi realizada por equipes da Gerência de Proteção à Mulher, vinculada à Secretaria Municipal de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho (Semcid), e contou com a presença do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, que acompanhou as atividades e reforçou o compromisso da gestão municipal com o enfrentamento à violência contra a mulher. “Estamos na tradicional feira de Itararé com uma ação muito importante que é o combate à violência doméstica, a conscientização, a proteção às mulheres. Vitória é a capital de todos os capixapas e a cidade que mais protege as mulheres do Brasil. Estamos há mais de 570 dias sem feminicídio”, ressaltou.

A subsecretária da Mulher, Deborah Alves, destacou o caráter educativo e acolhedor da campanha. “Queremos que as mulheres saibam que existem caminhos, apoio e políticas públicas pensadas para elas. A campanha é um espaço de escuta e empoderamento. Estar na feira, conversando diretamente com as pessoas, torna essa mensagem ainda mais próxima e verdadeira”, afirmou.

Mais experiências
Ao longo da manhã, diversas mulheres que passaram pela feira de Itararé se identificaram com o tema e compartilharam suas próprias vivências. Entre elas, a moradora Maria da Glória Gomes de Oliveira, de 68 anos, que ressaltou a importância da Lei Maria da Penha.

“Essa lei é muito importante para todas as mulheres que passam por situações difíceis. Eu já vivi uma situação assim, mas naquela época a lei não existia. Hoje estou livre. Agora, com essa lei, muitas mulheres que enfrentam momentos difíceis e não conseguem sair dessa realidade poderão ser beneficiadas por esse projeto que a Prefeitura de Vitória está realizando para aliviar a dor dessas mulheres”, contou.

O secretário municipal de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho, Luciano Forrechi, reforçou a relevância de levar o debate para espaços comunitários. “As feiras são locais de convivência e diálogo. Falar sobre o fim da violência contra as mulheres nesses ambientes é essencial para transformar realidades. Nosso papel é garantir que cada mulher saiba que não está sozinha e que Vitória tem uma rede preparada para apoiá-la”, destacou.

Rede de apoio e acolhimento
Em Vitória, mulheres em situação de violência contam com uma ampla rede de proteção que atua de forma integrada para garantir acolhimento, fortalecimento e novas possibilidades de vida.

Por meio do Centro de Referência em Atendimento à Mulher em Situação de Violência (Cramsv), da Casa Rosa, do Botão Maria da Penha e de diversas ações comunitárias e de qualificação profissional, a Prefeitura de Vitória tem consolidado políticas públicas voltadas à prevenção, ao atendimento e à autonomia das mulheres, contribuindo para o enfrentamento da violência e a prevenção do feminicídio