O Bem-Estar dos Cavalos de Hipismo nas Olimpíadas de Paris e o Renascimento do Arco e Flecha a Cavalo
Durante as Olimpíadas de Paris, um tema importante emergiu: o bem-estar dos cavalos utilizados nas competições de hipismo. Esses animais, que podem valer milhões de euros, são acompanhados por equipes multi-disciplinas que realizam avaliações rigorosas antes e depois das provas.
Ao mesmo tempo, um revive das tradições de arco e flecha a cavalo está em ascensão, especialmente na Ásia, Oriente Médio e Europa. Essa prática, que resgata a essência de antigas batalhas, se torna cada vez mais popular à medida que a guerra moderna se torna mais tecnológica e impessoal, dominada por drones e softwares de inteligência artificial.
Recentemente, o autor teve a oportunidade de praticar arco e flecha a cavalo nas montanhas do Quirguistão, onde os Jogos Mundiais Nômades ocorreram. Neste torneio internacional, o vestuário dos atletas remetia ao passado bélico, refletindo uma conexão com a história. Após meses de preparação, o autor revelou que havia iniciado a prática do esporte cerca de dois anos atrás, em meio à cobertura de conflitos na região do Oriente Médio.
A experiência de disparar flechas montado no cavalo traz um elemento meditativo, exigindo intensa concentração e técnica refinada. Essa atividade ajuda a desconectar do tumulto do mundo contemporâneo, mesmo que por breves instantes.
O autor planejava competir representando a Jordânia, onde reside, mas a falta de cidadania impediu sua participação direta. Assim, ele se tornou treinador da equipe. Os Jogos Nômades, que começaram em 2014, atraíram centenas de competidores de mais de 100 países, apresentando uma variedade de esportes étnicos, incluindo o tradicional kok-boru, onde uma carcaça de cabra substitui a bola.
O arco e flecha montado, que começou seu ressurgimento há 15 anos, atrai tanto entusiastas da história quanto aqueles que se atraem pelo desafio físico. Atletas como Abdulrahman Algharaibeh relataram o desejo de reviver os feitos de seus ancestrais, enquanto assistiam às competições com emoção. A cada prova, arqueiros galopavam rapidamente, concluindo o percurso de 100 metros em menos de 14 segundos, enquanto o som dos cascos e das flechas atingindo os alvos preenchia o ar.
Os competidores expressaram um retorno às suas raízes culturais, apesar das realidades da guerra moderna, como os mísseis lançados contra bases na Jordânia, que trouxeram à tona preocupações contínuas sobre segurança. O desafio enfrentado pelos arqueiros vai além da habilidade, exigindo um entendimento profundo da prática enquanto lidam com a realidade contemporânea.
Os treinos, sob a orientação de instrutores, demandavam disciplina e foco, enquanto o autor e seus colegas buscavam aprimorar suas habilidades. Durante as competições, mesmo em condições meteorológicas difíceis, como a chuva, os arqueiros lutam não apenas por medalhas, mas pela satisfação de reviver uma tradição ancestral que une passado e presente.
Esse esporte, embora análogo a batalhas do passado, se destaca pela estética e pela habilidade, trazendo um sabor de competição em um ambiente moderno. A batalha agora é contra si mesmo e as dificuldades, refletindo uma busca pela conexão com histórias e culturas que moldaram os desportos de hoje.

