O candidato Augusto Cury, do partido Avante, apresenta um programa de governo estruturado em 18 projetos e 20 teses, que inclui propostas como uma transição para um regime semipresidencialista, a implementação de mandatos de oito anos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o desenvolvimento de uma nova diplomacia econômica. O documento, com aproximadamente 200 páginas, pode ser acessado no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A partir desta quinta-feira (17) até domingo (20), serão divulgadas reportagens sobre os programas de governo de todos os candidatos à presidência, seguindo a ordem alfabética dos nomes.
No eixo educacional, a proposta de Cury coloca a educação em tempo integral como prioridade central. O plano visa recriar ambientes escolares interativos que promovam debates, artes, esportes e convivência, além de reestruturar o ensino médio para incorporar formação acadêmica, humana e profissionalizante. O projeto também prevê mudanças nas universidades para que estas funcionem como centros de inovação e geração de patentes.
Outra iniciativa importante é o Brasil Neuroinclusivo, que propõe um acolhimento contínuo para pessoas com autismo, TDAH, dislexia e altas habilidades. Este eixo visa estreitar a relação entre escola e família, incluindo a elaboração de um Plano de Inclusão por escola e a criação de um Mapa Nacional da Neurodiversidade.
A proposta Mulheres Vivas busca estabelecer uma política nacional contra o feminicídio e proteção às mulheres, que inclui a utilização de botões de alerta e monitoramento de agressores. Além disso, sugere prioridade no acesso a programas de qualificação e empreendimentos para vítimas de violência, além da eliminação de juros elevados no crédito para mulheres e a indicação de uma mulher para o STF.
No campo do empreendedorismo, o programa propõe a criação do Ministério do Empreendedorismo e da Economia Distribuída, visando descentralizar a produção em microempresas e a implementação de 10 mil clubes de empreendedorismo. A proposta também inclui a criação do Banco do Empreendedor, que oferecerá crédito de até R$ 20 mil com juros reduzidos para beneficiários do Bolsa Família.
Para comunidades de baixa renda, o plano pretende regularizar 5 milhões de moradias em uma década, garantindo que os atuais ocupantes não sejam despejados. Além disso, associará essa ação ao projeto Comunidade 4.0, que visa melhorar a infraestrutura urbana e financiar pequenos empreendedores locais.
No setor agrícola, Cury defende o Brasil Oásis, um projeto de transformação do semiárido em uma área agrícola estratégica com segurança hídrica e foco em agroexportação. A meta inclui dobrar a produção de alimentos e aumentar significativamente as exportações de frutas em dez anos.
O plano Brasil Empreendedor nas Estradas (BEE) propõe a instalação de polos comerciais ao longo das rodovias, promovendo um ambiente ideal para turismo e agricultura familiar. Paralelamente, o Agroindústria Brasil pretende tornar o país uma potência agroindustrial, incentivando a criação de agroindústrias no interior e usinas de etanol no Nordeste.
A proposta Brasil Cooperativismo (BCOO) visa dobrar o número de cooperativas no Brasil e aumentar o número de cooperados, abrangendo diversos setores. Também está prevista a criação de zonas francas de exportação em cinco estados, visando setores inovadores.
Na área internacional, o candidato propõe reestruturar embaixadas brasileiras com ênfase na diplomacia econômica e no engajamento com mercados emergentes. O programa também sugere um Plano de Combate Mundial da Fome, que visa mobilizar uma quantia significativa para erradicar a fome globalmente.
No campo da saúde, o Tele Saúde Brasil visa construir uma plataforma pública de medicina digital para otimizar o atendimento, enquanto a Sociedade Está Abraçando (SEA) foca na prevenção do câncer.
Em relação ao meio ambiente, o plano Energias Renováveis do Brasil busca uma matriz energética limpa até 2040, incentivando tecnologias limpas e proteção da floresta. Um aspecto importante do projeto é o combate a incêndios e a valorização das populações locais como guardiãs da floresta.
Na segurança pública, a proposta Segurança 4.0 visa integrar as polícias e criar uma força municipal para combater o crime organizado, priorizando a segurança nas escolas e o monitoramento inteligente das fronteiras.



