O adenocarcinoma pulmonar, uma forma de câncer, foi diagnosticado no Papa Leão XIV nesta terça-feira, 13 de outubro de 2026. Este tipo é o mais comum entre os tumores pulmonares e frequentemente afeta pessoas que nunca fumaram.
O tabagismo é identificado como o principal fator de risco, mas outros aspectos como poluição do ar, genética, fumo passivo e doenças pulmonares crônicas também podem contribuir para o desenvolvimento da doença. O Papa, que está com 71 anos, não possui histórico conhecido de tabagismo.
O pontífice passou por uma cirurgia para a remoção do lobo inferior do pulmão direito. Durante o procedimento, exames confirmaram o diagnóstico de adenocarcinoma, previamente suspeito em exames realizados antes da operação. A cirurgia foi feita com técnica videoassistida e ocorreu sem complicações.
Esse tipo de câncer se desenvolve em células glandulares que produzem substâncias como muco, essenciais para a lubrificação das vias respiratórias. O tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapias direcionadas e imunoterapia, com a abordagem escolhida de acordo com o tipo de tumor, o estágio da doença e as condições de saúde do paciente.
Conforme especialistas, a gravidade do adenocarcinoma pulmonar está intimamente relacionada ao estágio em que é identificado e à ampliação do tumor. Quando diagnosticado em fase inicial, como no caso do Papa, é possível tratar a doença com intenção curativa por meio de cirurgia, possivelmente seguida de quimioterapia.
Para estágios avançados, onde a cura não é mais uma opção, um tratamento paliativo pode ser realizado, buscando controlar a doença e prolongar a sobrevida do paciente.
No último domingo (11), o Papa Leão XIV declarou que a doença estava em estágio inicial. Em sua comunicação, mencionou que os médicos encontraram um nódulo bem localizado e em fase inicial durante os exames.
Nos casos iniciais, a cirurgia pode ser suficiente para tratar o câncer, sem a necessidade de quimioterapia ou radioterapia. No caso do Papa, foi informado que o tecido canceroso foi completamente removido e não foi mencionada a necessidade de quimioterapia adicional. Novas informações sobre sua condição devem ser divulgadas após a análise do material extraído durante a cirurgia.
A avaliação do material retirado permitirá a determinação de características do tumor e se houve disseminação para os linfonodos, que são envolvidos na drenagem da região. Uma possível disseminação pode demandar tratamento complementar.
Este é o primeiro problema de saúde do Papa Leão XIV divulgado publicamente desde que foi eleito pelos cardeais em maio de 2025. O câncer de pulmão é a principal causa de morte relacionada a câncer no mundo, com a Organização Mundial da Saúde estimando 2,5 milhões de novos casos e 1,8 milhões de óbitos em 2022.
A elevada mortalidade associada ao câncer de pulmão deve-se, entre outros fatores, ao diagnóstico frequentemente realizado em estágios avançados, quando as opções de tratamento são mais restritas. Os sintomas comuns incluem tosse persistente, dor no peito, dificuldade respiratória, tosse com sangue e perda de peso inexplicada. Infecções pulmonares recorrentes, como pneumonia, também podem ser indicativas da doença.
Nos estágios iniciais, o câncer pode não apresentar sintomas, e quando ocorrem, são muitas vezes confundidos com outros problemas respiratórios, o que pode atrasar o diagnóstico. Para investigar a condição, exames de imagem, broncoscopia e análises de amostras de tecido são realizados. Testes moleculares podem identificar alterações genéticas do tumor, auxiliando na definição do tratamento mais apropriado.
O procedimento pelo qual o Papa se submeteu, a lobectomia, é padrão no tratamento cirúrgico do câncer de pulmão. A cirurgia foi realizada por videotoracoscopia, uma técnica minimamente invasiva que utiliza uma câmera e instrumentos cirúrgicos inseridos por pequenas incisões no tórax.
Essa técnica reduz a dor no pós-operatório e permite uma recuperação mais ágil das atividades diárias, além de facilitar os movimentos e preservar melhor a função pulmonar após a remoção de parte do órgão. Apesar das inovações, a cirurgia pulmonar é um procedimento complexo e não está isenta de riscos, como arritmias, tromboses, embolias e infecções, exigindo acompanhamento cuidadoso após a operação.

