sábado, outubro 10, 2026
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Direita Leva Vantagem sobre a Esquerda no Segundo Turno do DF

A corrida eleitoral para o governo do Distrito Federal (GDF) está marcada pela polarização política, assim como a disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. Celina Leão, candidata pelo PP e atual governadora, chegou ao segundo turno com uma desvantagem de apenas 168 votos e se prepara para a nova votação marcada para o dia 25 de outubro.

Leandro Grass, representante do PT, tenta mobilizar seu eleitorado para reverter a situação e conquistar a liderança do Palácio do Buriti. Celina conta com uma aliança robusta, composta por diversos partidos, como o PP, Republicanos, MDB e PL. Durante sua campanha, a governadora teve o apoio de figuras políticas como Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, eleitas senadoras.

Um dos aspectos relevantes discutidos na campanha é a associação de Celina com o número 11, do PP. Após a anulação de votos atribuídos ao número 22, do PL, por mais de 26 mil eleitores que confundiram os números, a governadora comentou que sua presença frequente com as senadoras durante a campanha poderia ter gerado essa confusão. Para o segundo turno, a campanha pretende reforçar a distinção entre sua candidatura e a de Flávio Bolsonaro.

Celina está determinada a não permitir que a falsa sensação de vitória leve à apatia entre seus apoiadores. De um total de 2,2 milhões de eleitores aptos no DF, mais de 426 mil não participaram do primeiro turno, representando cerca de 19% do eleitorado.

Além da disputa eleitoral, a governadora enfrenta a crise no Banco de Brasília (BRB), que foi um componente significativo em sua campanha. Celina, que assumiu o governo em 2026 após a saída de Ibaneis Rocha, prefere não aprofundar a discussão sobre a crise do BRB até após as eleições, buscando transferir parte da responsabilidade para o governo federal.

A situação do BRB ficou complicada após a compra de títulos do Banco Master, levando a especulações sobre uma possível privatização, que a governadora refutou. Ela está negociando um possível empréstimo com a União e manteve Ibaneis afastado da sua imagem eleitoral para não comprometer sua candidatura.

No primeiro turno, Celina Leão obteve 825.530 votos (49,93%), enquanto Leandro Grass, que obteve 569.930 votos (34,47%), busca conquistar o eleitorado além da sua base tradicional. Para isso, ele busca o apoio de eleitores que não compareceram às urnas e também daqueles que votaram em candidatos eliminados, como Paula Belmonte e Kiko Caputo, embora este último tenha declarado apoio a Celina.

Grass enfrenta o desafio de ampliar sua base de apoio, visto que a bancada de direita, composta por partidos que apoiam Celina, dificulta suas alianças. No total, a coligação composta por PT, PV, PCdoB, PDT, PSOL e Rede elegeu apenas cinco deputados distritais. Ele tenta construir uma maioria que inclua partidos fora de sua linha política, reconhecendo a dificuldade em um ambiente em que cinco dos oito deputados federais eleitos são de partidos que apoiam Celina.

Ao mesmo tempo, Grass procurou evitar a polarização da política nacional, afirmando que, independentemente de quem lidere o país, seu governo manteria um diálogo com o governo federal para promover os interesses de Brasília.

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