O uso de drones para pulverização agrícola está se firmando como uma prática comum nas atividades agrícolas e pecuárias no Brasil, trazendo novas oportunidades de negócios para o setor rural. A expectativa é que o mercado de drones agrícolas no País atinja mais de R$ 2 bilhões, com a previsão de mais de 11 mil novos dispositivos sendo colocados em operação, o que representa um crescimento de 38% em comparação ao ano anterior.
Segundo dados da Agência Safras, o setor está se expandindo rapidamente. A linha de drones DJI Agras se destaca como a principal referência, com uma participação estimada de 80% a 90% das aeronaves em operação no Brasil. Este crescimento notável tem respaldo em registros oficiais.
A velocidade do avanço do setor também é ressaltada pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), que aponta uma taxa de crescimento média de 30% ao ano. Por exemplo, o registro da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) saltou de apenas 355 drones agrícolas para 10.357.
Esses números refletem uma mudança significativa na operação das propriedades rurais, gerando demanda por equipamentos modernos e suporte, já que os drones oferecem diversas vantagens, como otimização do uso de insumos, acesso a áreas difíceis e maior precisão nas aplicações.
A Agridrones tem se tornado uma referência nesse contexto, consolidando-se como a distribuidora oficial da DJI Agriculture no Brasil. Com mais de 20 anos de experiência no setor, a empresa combina conhecimento prático com tecnologia avançada, atuando fortemente nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
O CEO da Agridrones, Valdicimar de Assis Mattusoch, destaca que a procura por drones agrícolas no Brasil aumentou mais de 30 vezes nos últimos anos. Para atender a essa demanda, a DJI Agriculture criou uma rede com mais de 400 pontos de venda e assistência técnica em todos os 27 estados, assegurando que os produtores não percam a janela de aplicações.
A tecnologia não só facilita o trabalho, mas também está criando novas ocupações, como a de prestador de serviço de pulverização aérea e piloto de drone agrícola. Essa última função, que opera o aparelho em campo, requer formação específica, como o curso de aplicação aeroagrícola remoto (CAAR). Notavelmente, 40% dos novos operadores de drones têm menos de 30 anos.
Além do aprendizado, a atividade revela-se um bom negócio, visto que 95% dos proprietários de drones utilizam seus equipamentos para prestar serviços a terceiros. A aviação agrícola tradicional também está se adaptando a essa inovação, com cerca de 50 das 272 empresas associadas ao Sindag já incorporando drones em suas operações. A formação continua sendo essencial para garantir a eficiência e segurança deste novo setor, com mais de 20 mil pilotos agrícolas já capacitados no País.
Para atender à diversidade de propriedades e tipos de solo, a DJI lançou uma completa gama de drones, incluindo os modelos T25P, T70P, T100 e o novo T55. Enquanto o robusto T100 é voltado para grandes operações, o T55 é projetado para pequenos agricultores e novos pilotos, trazendo inovações como um bico de três camadas que assegura uma aplicação uniforme de produtos.
No Espírito Santo, diversas lojas estão disponíveis para atender aos produtores locais, com opções de contato diretas. O crescimento dos drones agrícolas representa não apenas a modernização das técnicas de cultivo, mas também uma transformação significativa no mercado de trabalho rural, abrindo espaço para novas profissões e potencial de renda.

