sexta-feira, outubro 30, 2026
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Einstein at the Rede Saúde Summit

O que fundamenta a excelência de instituições como o Hospital Israelita Albert Einstein? Como converter indicadores e investimentos em uma cultura de qualidade que os pacientes reconheçam? Essas questões serão abordadas por Milainy Barbosa Ribeiro Batista, representante do Hospital Israelita Albert Einstein, durante a palestra de encerramento da 7ª edição do Rede Saúde Summit, programada para o dia 5 de novembro em Vitória.

Antes do evento, Milainy compartilha em uma entrevista reflexões sobre os desafios relacionados à excelência no atendimento, a relevância da cultura organizacional e a importância da experiência do paciente na garantia de qualidade.

Para Milainy, posicionar a qualidade como central na estratégia de uma organização de saúde significa perceber que essa responsabilidade não recai apenas em um setor, mas deve guiar todas as decisões, desde a assistência até a gestão financeira e o desenvolvimento dos colaboradores. Embora os indicadores sejam cruciais, eles representam apenas uma parte do cenário. É possível que uma instituição atinja suas metas, mas ainda enfrente falhas na jornada do paciente.

Os fatores que mais influenciam a percepção de qualidade incluem a capacidade do paciente de ser ouvido, de receber informações claras, de ter suas necessidades antecipadas e de experimentar uma boa coordenação entre os profissionais de saúde. A experiência do paciente deve ser vista além da mera satisfação, servindo como um guia para ajustes em processos e treinamentos.

Além disso, Milainy explica que, embora processos estruturados e tecnologias sejam essenciais, não são suficientes por si só. É necessário criar uma cultura que promova a comunicação, a transparência, e a responsabilização. A liderança desempenha um papel crucial, já que a cultura é moldada mais pelo comportamento diário do que pelos valores formais da instituição.

Com a integração de inteligência artificial e novas tecnologias no setor de saúde, Milainy enfatiza que essas ferramentas devem servir para aumentar a capacidade humana de cuidado, sendo um apoio para a tomada de decisões e a identificação precoce de riscos, mas sem substituir o contato humano.

Ela também destaca que qualidade e eficiência devem ser vistas como complementares. A ausência de qualidade gera custos, e a gestão deve focar na eliminação de desperdícios que não trazem valor ao atendimento. É vital integrar qualidade, segurança e experiência em uma estratégia comum, mantendo os padrões de segurança no atendimento.

Baseando-se na experiência do Hospital Israelita Albert Einstein, Milainy sugere que hospitais e clínicas do Espírito Santo podem avançar na qualidade investindo em uma cultura de gestão e aprendizado contínuo. Práticas como reuniões de segurança e escuta ativa dos pacientes são acessíveis e adaptáveis, independentemente do porte das instituições.

Ela conclui que a qualidade deve ser vista como um sistema de gestão que reflete no dia a dia da organização. A palestra do Rede Saúde Summit, “Qualidade como Estratégia: Para além dos indicadores”, abordará a necessidade de transformar a qualidade em uma vivência reconhecida e valorizada pelos pacientes. O evento reunirá líderes do setor de saúde para discutir gestão, inovação e experiência na assistência médica. A 7ª edição acontecerá no dia 5 de novembro, das 8h às 11h, no Hotel Golden Tulip em Vitória. O encontro é exclusivo para convidados e visa conectar a saúde capixaba a referências de qualidade.

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