Em evento online do PSDB, Luiz Paulo Vellozo Lucas reforça compromisso com responsabilidade fiscal

Em evento online do PSDB, Luiz Paulo Vellozo Lucas reforça compromisso com responsabilidade fiscal

O engenheiro e ex-prefeito de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas, apresentou diretrizes para a modernização das finanças públicas durante o Seminário de Políticas Públicas do PSDB. O evento ocorreu nos dias 18 e 19 de março em formato online. Mestre em Desenvolvimento Sustentável, Luiz Paulo destacou que o equilíbrio das contas é o alicerce para a melhoria da qualidade de vida da população. Ele defendeu o resgate da responsabilidade fiscal como um valor central para o desenvolvimento do país.

O palestrante relembrou o papel histórico da Lei de Responsabilidade Fiscal, sancionada em 2000. Segundo ele, o dispositivo surgiu para consolidar a estabilidade econômica iniciada com o Plano Real. A norma estabeleceu limites para gastos com pessoal e endividamento em todas as esferas da federação. “A moeda brasileira precisava ganhar credibilidade junto ao mercado e aos investidores”, afirmou Luiz Paulo. O engenheiro ressaltou que a saúde financeira de estados e municípios é fundamental para a contabilidade agregada do setor público.

Luiz Paulo criticou o atual cenário das transferências voluntárias da União, que classificou como populismo fiscal. Para o especialista, esse modelo substituiu mecanismos mais saudáveis de financiamento e desorganizou o sistema federativo. “A responsabilidade fiscal hoje está na UTI devido a uma visão populista do gasto público”, declarou o ex-prefeito. Ele apontou que o aumento excessivo de convênios e emendas parlamentares distorce as prioridades nacionais e desestimula a autonomia local.

A conquista da capacidade de investimento com recursos próprios foi citada como condição essencial para a proteção social. De acordo com o palestrante, organismos públicos sem essa autonomia tornam-se centros de custo e não resolvem problemas estruturais. Luiz Paulo sugeriu a revisão da lei orçamentária de 1964 e o uso de inteligência artificial para organizar o gasto público de forma transparente. “O cidadão não deve ser refém de benesses políticas para ver uma obra em sua cidade”, concluiu.