segunda-feira, outubro 19, 2026
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Flávio Bolsonaro e Lula realizam o primeiro debate do segundo turno

O primeiro debate entre os candidatos do segundo turno da eleição presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ocorreu neste domingo (18) e foi marcado por intensos ataques e trocas de acusações. O evento, mediado pela Band e pelo Estadão, trouxe à tona questões sobre investigações, laços familiares e o polêmico caso do Banco Master.

A atmosfera tensa também se refletiu no público presente, que frequentemente se manifestou, causando interrupções durante o programa. Na primeira parte do debate, Flávio e Lula tiveram 15 minutos cada para se posicionar, o que propiciou um acirrado embate de acusações sobre diferentes temas.

Lula deu início ao debate questionando Flávio sobre seu voto em 2009, quando ele se opôs à ampliação da licença-maternidade para servidoras públicas. O presidente indagou o que Flávio teria contra as mulheres, e o senador, por sua vez, defendeu-se, dizendo respeitar o gênero e direcionando a crítica ao oponente.

Em seguida, Flávio exigiu que Lula explicasse investigações relacionadas a Roberta Luchsinger, conectando-a a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Ele questionou a razão da Polícia Federal não ter feito buscas na residência de Lulinha, enquanto as investigações passaram por outros locais.

Lula defendeu que a Polícia Federal está apurando o caso e que seu filho se disponibilizou a colaborar com as investigações, ao passo que acusou Jair Bolsonaro de proteger Flávio, afirmando que não interferiria nas investigações de seus familiares.

Flávio contestou essa afirmação, lembrando que a Polícia Federal não estava atuando contra Lulinha e levantou questões sobre a estadia dele na Espanha. O senador continuou suas acusações ao vincular o governo petista a escândalos de corrupção, mencionando investigações sobre fraudes no INSS.

A discussão se adensou com acusações mútuas sobre corrupção e a atuação da Polícia Federal. Além disso, Flávio trouxe à tona suspeitas sobre sua própria residência avaliada em R$ 10 milhões, levantando questionamentos sobre a origem dos recursos.

Logo após, os candidatos tocaram no financiamento do filme “Dark Horse”, ligado a Flávio. Lula exigiu que ele fornecesse explicações sobre esse montante de R$ 134 milhões, sugerindo que houve irregularidades na movimentação financeira, enquanto Flávio negou qualquer conduta imprópria e aproveitou para criticar Lula pela suposta recepção de fundos ilegais.

Durante um momento mais provocativo, Flávio fez um comentário brincalhão quando se aproximou de Lula, que rapidamente se afastou. Flávio então reiterou suas críticas, associando Lula a condenações passadas por corrupção, enquanto o presidente de forma incisiva analisava as ações da família Bolsonaro.

Lula, por sua vez, propôs que ambos permitissem a quebra de seus sigilos bancários e telefônicos antes da votação do segundo turno, como uma forma de transparência.

As propostas de Flávio Bolsonaro foco em segurança pública, como a categorização de facções como organizações narcoterroristas e a ampliação da atuação das Forças Armadas nas fronteiras. No âmbito econômico, enfatizou a criação de vagas no sistema prisional, a castração química para estupradores, e a criação do Ministério da Prosperidade.

Lula, em contrapartida, apresentou seus projetos com ênfase em investimentos na indústria e a manutenção de programas sociais, além de propostas para aprimorar a saúde pública e fortalecer as estatais.

Ao final do debate, Lula manifestou confiança em sua vitória e previu que Flávio perderia a imunidade parlamentar, o que poderia levar a investigações sobre sua vida pessoal e política. Essa contenda intensa e repleta de acusações certamente levantou questões sobre o futuro dos candidatos na corrida presidencial.

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