Chamado de “Bloco do 22”, o ato teve início por volta das 9h e foi encerrado antes das 14h, não alcançando o vão do Masp, ficando próximo ao edifício da Gazeta. O deputado eleito Nikolas Ferreira se destacou como um dos líderes da manifestação, organizando o público e pedindo espaço para os carros de som.
No meio do tumulto, Nikolas agiu de forma contundente, chutando um boneco representando o ex-presidente Lula e entoando gritos de protesto contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes.
Dois trios elétricos animavam a multidão ao som de funks e jingles que exaltavam o candidato apoiado. “Com 22 eu tô fechado, é 22 o ‘fi’ do Bolsonaro”, era um dos refrões que ecoava entre os manifestantes, que dançavam e faziam o sinal do número com as mãos.
Até as 13h, Flávio pouco falou e dançou mais. Em algumas intervenções ao microfone, comentou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente preso e condenado a mais de 27 anos por golpe de Estado, pretende participar da posse caso seja eleito. “Vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocar a faixa de presidente da República no filho dele”, afirmou.
Tradicionalmente, a faixa presidencial é passada do ex-presidente ao presidente eleito. Em 2022, essa prática foi rompida, já que Jair Bolsonaro não compareceu à cerimônia após a derrota nas eleições.
Lula recebeu a faixa das mãos de Aline Sousa, uma mulher negra catadora, integrante da Secretaria Nacional da Mulher e Juventude da Unicatadores.
Durante um breve pronunciamento, o senador reiterou suas críticas a Lula e ao ministro Alexandre de Moraes. Ele também se comprometeu a “declarar guerra ao narcotráfico e restaurar a credibilidade do Brasil no cenário internacional.”
“A partir de janeiro do ano que vem, começaremos juntos a construir uma educação de qualidade para nossos filhos. Atualmente, o Brasil está sem presidente, um alguém que precisou dividir o poder com Alexandre de Moraes”, argumentou.
Flávio criticou o ministro, acusando-o de “perseguir” cidadãos sem justificativas. Ele prometeu, se eleito, indicar ao STF “pelo menos quatro pessoas que sejam contrárias ao aborto.”
De acordo com Flávio, o debate programado para o domingo, dia 18, na Band, será uma oportunidade para expor “os crimes que Lula cometeu.”
Na manifestação também estiveram presentes os senadores eleitos Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), além do governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).

