Na sexta-feira (09), o furacão Isaías, de categoria 3, intensificava suas tempestades e ventos fortes enquanto se aproximava da costa americana, com previsão de tocar a terra em breve. O fenômeno se encontrava a 145 km de Pensacola, na Flórida, com ventos sustentados de até 185 km/h e se movendo a uma velocidade de 28 km/h. O Centro Nacional de Furacões (NHC) alertou que as condições na região estão se agravando rapidamente, recomendando que a população busque abrigo.
Esse furacão é o primeiro da temporada no Atlântico, chegando em um período posterior ao habitual, influenciado pelo fenômeno El Niño. Adicionalmente, é o primeiro a atingir o continente dos Estados Unidos desde Milton, em 2024.
Isaías deve fazer impacto próximo a Pensacola e Navarre, localidades onde estabelecimentos comerciais, postos de combustíveis e farmácias já encerraram as atividades. Preparativos incluíram equipes posicionado em locais estratégicos nestas cidades para agir em resposta a eventuais cortes de energia.
As autoridades da Flórida e de Alabama declararam um estado de emergência e iniciaram ordens de evacuação. Enquanto isso, a população estava ocupada estocando água e outros suprimentos em antecipação à chegada do furacão.
“Estamos com água, gasolina, gás e protegemos nossa casa. Vamos ficar bem”, afirmou Rob Amason, de 52 anos, na praia de Pensacola.
Os responsáveis locais informaram que estão prontos para a chegada do furacão. O governador da Flórida, Ron DeSantis, enfatizou em entrevista que os recursos estão sendo mobilizados e que os preparativos são robustos, levando a situação muito a sério.
As autoridades federais comunicaram que estão colaborando com os governos locais para garantir uma resposta eficiente ao furacão, que já levou à suspensão das operações de petróleo no Golfo do México.
Até o presente momento, 71% da produção de energia na região estava temporariamente interrompida, o que equivalia a cerca de 5 milhões de barris de petróleo por dia fora do mercado, conforme dados da Administração de Minerais Marinhos dos Estados Unidos.
A temporada oficial de furacões no Atlântico vai do dia 1º de junho ao dia 30 de novembro. Embora fenômenos de tempestades tropicais possam ocorrer neste período, o surgimento do primeiro furacão geralmente acontece muito antes de outubro.
A formação tardia do Isaías no Atlântico se contrasta com a intensa atividade observada no Pacífico, onde diversos furacões, incluindo o Polo, que alcançou a categoria 5, se desenvolveram ao longo do ano.
Os especialistas em meteorologia atribuem essa discrepância à presença do fenômeno El Niño, que tende a aumentar a atividade ciclônica no Pacífico, ao mesmo tempo que altera os padrões de vento no Atlântico, dificultando que as tempestades se intensifiquem e se transformem em furacões.

