Lucas Barbosa, um artista de 19 anos de Cachoeiro, criou um impressionante dragão de papelão como parte de uma celebração de despedida da escola. O projeto se destacou nas redes sociais e resultou em seu convite para desenvolver 68 peças para uma montagem de O Rei Leão em Juiz de Fora, Minas Gerais.
O idealizador começou a trabalhar na criação do dragão antes mesmo de ingressar no último ano do ensino médio. Inspirado pela capa do álbum Supernova, de Jão, e por uma escultura de papelão, Lucas sonhou em produzir uma grande peça que cuspia fogo para marcar sua transição escolar.
“Essa ideia surgiu antes do começo do ano letivo. Acabava de sair do segundo ano e já estava pensando em como seria meu último ano na escola”, relatou. Após cinco meses dedicados ao projeto, que ele executou quase integralmente sozinho, contou com o suporte de pais e amigos na fase final de montagem.
Lucas também documentou seu trabalho em vídeo, que rapidamente viralizaram nas plataformas digitais. O primeiro vídeo no TikTok já contava com 50 mil visualizações pela manhã, enquanto o engajamento no Instagram crescia rapidamente. “Eu tinha grande fé de que o projeto iria prosperar, sempre mencionava a meus amigos que a esperança estava no dragão. Quando o mostrasse, todos perceberiam que coisas boas viriam”, comentou.
As publicações atingiram a marca de cinco milhões de visualizações, aumentando o reconhecimento do artista e atraindo a atenção da Entreato Produções Artísticas, uma produtora e escola de artes em Juiz de Fora. Nesse período, eles se preparavam para a montagem de O Rei Leão e Lucas foi convidado a criar réplicas de adereços e bonecos. Ele nunca havia visto o musical antes, mas, assim que o fez, ficou decidido: “Isso eu tenho que fazer”.
Depois de enviar um orçamento, ele recebeu a confirmação e começou a trabalhar nas peças, compartilhando frequentemente os bastidores nas redes sociais. Lucas desenvolveu cerca de 68 itens ao longo de nove meses, incorporando mecanismos que permitiam a movimentação de cabeças e bocas dos personagens, utilizando papelão e materiais reciclados.
A criação exigiu testes repetidos para garantir que os movimentos fossem precisos. Para os elementos maiores, ele precisou se deslocar até Juiz de Fora, uma vez que as estruturas não eram transportáveis. O artista descreveu o maior desafio do projeto: “O trabalho com mecanismos que permitiam abrir a boca e mover a cabeça, tudo feito de papelão e materiais que iriam para o lixo, foi sem dúvida o mais complicado.”
O período em Minas Gerais inspirou Lucas a mudar seus planos e se mudar para a cidade, facilitando sua atuação artística na região. “Me encantei pela cidade e pelas pessoas que conheci, por isso, decidi ficar”, relatou.
Ver os personagens que criou ganhando vida no palco trouxe de volta as lembranças de seu primeiro projeto escolar. Para Lucas, a repercussão do dragão foi fundamental para consolidar sua carreira no universo artístico. “Foi muito emocionante lembrar de minha trajetória e do que fiz para chegar até aqui, especialmente o que vivi com o Dragão, que iniciou tudo isso.”

