A Polícia Federal do Paraná conduziu uma operação de fiscalização na última segunda-feira, dia 26, e identificou a contratação de um serviço clandestino de segurança patrimonial pelo Grêmio. Essa ação ocorreu durante a partida contra o Coritiba, que faz parte da 32ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Segundo a nota divulgada pela PF, a empresa responsável pelo serviço estava sem a devida autorização para atuar nesse setor. A verificação foi realizada por policiais da Delegacia de Controle de Segurança Privada (DELESP) com apoio da Unidade de Controle de Vigilância (UCV) da DPF em Londrina.
Em comunicado oficial, a Polícia expendiu: “Foi registrado um auto de constatação de infração, e tanto a empresa quanto o clube envolvido responderão a um processo administrativo que pode resultar em multas e outras penalidades conforme o novo Estatuto.”
Informações indicam que a empresa contratada pelo Grêmio já tinha prestado serviços a outras equipes, porém não estava em conformidade com as novas normas estabelecidas pela Polícia Federal. O clube ainda não se manifestou após ser contatado.
Recentemente, o Ministério Público de São Paulo revelou que o Corinthians utilizou os serviços da empresa Bear Security por oito meses antes de formalizar um contrato. O promotor responsável pelo caso, Cássio Conserino, alega que o presidente Osmar Stábile teria utilizado recursos do clube para cobrir despesas pessoais relacionadas à segurança.
O clube alvinegro reivindica que o processo de contratação respeitou as diretrizes internas. O valor envolvido nos pagamentos informais chegou a R$ 391.987,46.
O Ministério Público considerou os pagamentos contínuos durante meses sem contrato uma evidência de desvio de dinheiro do Corinthians para cobrir custos pessoais de Stábile, que não fez comentários sobre a situação.
A seguir, um resumo da comunicação oficial da Polícia Federal do Paraná:
“Curitiba/PR – Na noite de 26 de outubro, a Polícia Federal realizou uma fiscalização de segurança privada durante uma partida do Campeonato Brasileiro Série A em Curitiba. Durante essa ação, policiais da DELESP, com o apoio da UCV da DPF Londrina, encontraram serviço clandestino de segurança patrimonial contratado pelo clube visitante.
A empresa em questão não possuía autorização para atuar na segurança privada, violando a Lei nº 14.967/24, que regula a Segurança Privada e as instituições financeiras. Foi registrado um auto de infração, e tanto a empresa quanto o clube serão submetidos a um processo administrativo que pode resultar em multas e outras sanções.
A Polícia Federal ressalta a importância de se contratarem apenas empresas autorizadas e vigilantes devidamente habilitados. As fiscalizações em eventos de grande porte e estádios de futebol continuarão de forma regular na capital paranaense.”

