Sérgio Ricardo Carvalhães dos Santos Marques foi sentenciado a 33 anos e 9 meses de detenção em regime fechado pelo assassinato de sua esposa, Gislane Pereira Barros. O crime ocorreu em 9 de novembro de 2024, no bairro Angela Depollo, em Montanha, no interior do Espírito Santo.
A condenação se deu durante uma sessão do Tribunal do Júri realizada na segunda-feira (21), no Fórum Desembargador Ayres Xavier da Penha. Sérgio foi considerado culpado pelo feminicídio, praticado em um contexto de violência doméstica e com a utilização de meios cruéis.
Gislane deixava dois filhos pequenos com o réu, um de 7 anos e outro de apenas 3 anos, que estava em fase de amamentação e presente na residência no momento do ocorrido.
Naquela noite fatídica, o casal discutiu após comparecer a uma festa, onde Sérgio se mostrou ciumento por outro homem ter convidado sua esposa para dançar. Já em casa, ele pegou uma faca e declarou que iria se vingar do homem que supostamente havia lhe desrespeitado. No entanto, ao ver a chuva forte, desistiu de ir ao encontro. A tensão entre o casal aumentou, e o réu agrediu Gislane com um soco no rosto.
O padrasto da vítima tentou impedir que Sérgio entrasse na cozinha da residência ao fechar a porta, mas a falta de tranca permitiu que o homem entrasse e atacasse Gislane com golpes de faca, incluindo um profundo corte na garganta. Mesmo após estar gravemente ferida, a mulher chegou a afirmar que estava fraca, mas foi atacada novamente por ele.
Segundo o relato do padrasto, Gislane havia tentado separar-se de Sérgio, que a ameaçava de morte. Após o ataque, equipes do Samu foram chamadas e, ao chegarem, constataram que a mulher já estava morta no local. Sérgio conseguiu fugir, mas posteriormente foi localizado pela Força Tática em Vinhático, um distrito de Montanha. Durante a abordagem, ele confessou o crime e revelou onde havia descartado a faca utilizada no homicídio. Durante seu depoimento à polícia, Sérgio chegou a afirmar que “ela morta é mais fácil de se conformar com o fim do relacionamento” e atribuiu a culpa do crime à sua esposa falecida.
Essa trágica situação ressalta a realidade da violência doméstica e a importância de se enfrentar este problema social.



