sábado, outubro 31, 2026
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Justiça libera suspeito de manter mulher em cativeiro.

Divulgação oficial da Justiça determinou a liberação de Nilo Perovano Ferreira, acusado de tortura e cárcere privado em Vila Velha. A decisão, tornada pública na última quinta-feira, dia 29, levou em consideração que o suspeito permaneceu detido por seis meses sem que o Ministério Público do Espírito Santo apresentasse uma denúncia formal.

Nilo foi preso em flagrante no dia 20 de abril, juntamente com uma cúmplice. Na ocasião, a vítima foi encontrada em estado crítico, após ser mantida em cárcere privado e agredida brutalmente em um apartamento, onde estaria por aproximadamente quatro dias.

Durante a audiência de custódia, foi decidido que Nilo permaneceria preso, enquanto a outra suspeita recebeu liberdade provisória, sujeita a medidas cautelares, como a utilização de tornozeleira eletrônica.

Conforme a sentença emitida na quinta-feira, Nilo ficou preso por cerca de seis meses sem que fossem apresentadas acusações pelo MPES. O juiz ressaltou que a lentidão do processo não se deveu à defesa do acusado, o que motivou sua soltura.

O pedido de liberação foi formulado pelo Ministério Público, que também solicitou a adoção de novas medidas para a investigação.

Em abril, a vítima foi resgatada de um apartamento em Itapuã, Vila Velha, encontrada nua, amarrada a um colchão com cintos, ensanguentada e incapaz de se mover. O resgate foi resultado de um pedido de ajuda feito pelo suspeito a um homem, que se negou a colaborar e ameaçou chamar a polícia, sendo agredido pelo suspeito.

Testemunhas relataram que o suspeito admitiu estar com a vítima e, em um momento, teria ferido a cabeça dela com um alicate, justificando que ela não conseguia mover as pernas, estava coberta de sangue e excrementos.

A Polícia Civil concluiu o relatório da investigação no dia 3 de setembro, indicando que não havia suficientes indícios para manter a acusação de tentativa de homicídio, mas evidências de agressões e cárcere privado foram identificadas.

Nilo segue sob investigação por tortura, cárcere privado e associação criminosa. O MPES requereu novas diligências para ouvir a vítima, que ainda não prestou depoimento devido a um quadro de confusão mental, permanecendo em tratamento médico. A Justiça autorizou um prazo adicional de 60 dias para a continuidade das investigações.

A outra suspeita deixou de usar a tornozeleira eletrônica no início de outubro, mas outras medidas cautelares continuarão em vigor. A defesa dela informou que está acompanhando a situação. O homem que ajudou no resgate está sendo representado por um defensor público, e tentativas de contato estão em andamento. A Secretaria de Estado da Justiça informou que a Central de Alvarás ainda não recebeu o alvará de soltura para encaminhá-lo à unidade prisional.

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