Leandra Leal utilizou suas redes sociais na quinta-feira (20) para esclarecer as controvérsias geradas por suas declarações no programa “Sem Censura” sobre o uso de canetas emagrecedoras em procedimentos estéticos. A atriz declarou que não teve a intenção de criticar os medicamentos ou de apoiar a obesidade, considerando, no entanto, “um retrocesso” o retorno ao ideal de beleza de extrema magreza.
“Primeiro: não estou condenando o uso de canetas emagrecedoras. Segundo: não estou romantizando a obesidade. E terceiro: eu considero um retrocesso a volta do padrão de beleza que exige extrema magreza”, afirmou Leandra.
Recentemente, ela desempenhou o papel de Zilá na novela “Coração Acelerado” e lamentou que a polêmica tenha se concentrado em fragmentos de sua participação no programa apresentado por Cissa Guimarães, em agosto. De acordo com a atriz, suas falas se referiam à relação das mulheres com a própria imagem e aos padrões de beleza impostos pela sociedade. “Esse padrão é tão difícil de ser alcançado que gera muito sofrimento”, desabafou.
Leandra ressaltou que a pressão pela magreza compromete a autoestima feminina. “A sociedade vê o corpo da mulher como algo público, digno de debate, julgamento e avaliação”, criticou.
Adicionalmente, a atriz diferenciou o uso clínico das canetas de sua aplicação em busca de padrões estéticos: “São medicamentos altamente eficazes no tratamento de uma condição séria como a obesidade”, defendeu. Segundo Leandra, o uso desses tratamentos deve ser considerado quando há uma indicação médica.
Porém, ela criticou a busca por soluções medicamentosas para atender à estética desejada. “Há uma tendência de recorrer a medicamentos e atalhos para alcançar padrões que acabam nos aprisionando”, concluiu.



