O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), foi reeleito no último domingo (25) e assumirá seu quarto mandato no dia 5 de janeiro de 2027. A nova data para a posse, que ocorrerá quatro dias após o tradicional 1º de janeiro, foi estabelecida pela Emenda Constitucional 111, aprovada pelo Congresso Nacional em setembro de 2021.
Essa modificação será aplicada pela primeira vez na cerimônia de posse desde a redemocratização, valendo para os que forem eleitos em 2026. A partir de agora, presidentes e vice-presidentes da República tomarão posse no início de janeiro, enquanto os governadores e vice-governadores assumirão no dia seguinte, 6 de janeiro.
Anteriormente, a Constituição de 1988 determinava que a posse dos chefes do Executivo federal e dos estados ocorresse no primeiro dia do ano. A alteração foi motivada por questões logísticas relacionadas à organização de cerimônias em um feriado e pela necessidade de garantir a presença de autoridades estrangeiras na capital.
Além disso, essa separação nas datas permitirá que os governadores eleitos participem da posse do presidente e do vice-presidente em Brasília antes de iniciaram seus próprios mandatos no dia seguinte. Apesar de a emenda ter sido aprovada em 2021, ela não se aplicou à posse de Lula em 2023 devido a uma regra de transição que determinou que os mandatos iniciados naquele ano terminassem apenas após a posse dos sucessores em janeiro de 2027.
A cerimônia de posse é organizada pelo Congresso Nacional e costuma incluir um desfile em carro aberto, recepção pelas autoridades legislativas e o discurso do presidente empossado. A posse de deputados federais e senadores permanece inalterada, com esses assumindo seus mandatos em 1º de fevereiro de 2027. Durante as eleições, Lula obteve 51,79% dos votos válidos, enquanto seu concorrente, Flávio Bolsonaro, recebeu 48,21%.

