O presidente Lula (PT) declarou neste domingo, 25, que as manifestações de apoio à sua candidatura no segundo turno foram “inexplicáveis” e que o povo é o verdadeiro responsável por isso.
Após exercer seu voto em um colégio estadual em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, Lula também aproveitou o momento para criticar seu adversário Flávio Bolsonaro (PL), enfatizando que a sociedade não aceitará um “miliciano no comando do Palácio do Planalto”.
“Não foram partidos políticos ou sindicatos, mas o povo que foi às ruas para defender”, afirmou Lula sobre os atos registrados durante o segundo turno. “Estou aqui cumprindo meu papel por causa do povo brasileiro, que sempre me tratou com generosidade”, continuou.
O presidente conversou com jornalistas após votar, por volta das 9h20, na companhia da primeira-dama Janja, do vice-presidente Geraldo Alckmin e de vários ministros, incluindo Alexandre Padilha (Saúde) e Leonardo Barchinni (Educação), além de ex-ministros como Fernando Haddad (PT) e Marina Silva (Rede).
Recebido com aplausos e gritos de apoiadores, Lula deixou o carro e acenou antes de entrar na seção eleitoral.
Logo ao sair de casa, ele mencionou que sua adversidade nesta campanha é contra um candidato denominado “mentira”. “Estamos disputando essas eleições contra um cidadão chamado ‘Mentira’. Ele não é capaz de dizer a verdade em nenhum momento. Em situações básicas, ele prefere mentir. Acredito que o povo não irá eleger um mentiroso”, declarou.
Lula também expressou sua gratidão aos eleitores pela mobilização durante a campanha do segundo turno, afirmando que nunca tinha sido tratado com tanto carinho. “Eu estou com 80 anos e participei de todas as campanhas desde 1989. Nunca vi algo parecido. A quantidade de pessoas nos atos públicos em locais como Bahia, Pernambuco e Copacabana foi imensa. Vou votar agradecido ao povo brasileiro, algo que nunca poderei retribuir”, concluiu o presidente.
Em suas palavras, Lula reforçou a singularidade do apoio recebido nesta eleição, destacando a generosidade do povo e seu papel fundamental em sua jornada política.

