Centenas de vidas foram perdidas e aproximadamente 1.400 pessoas estão desaparecidas após uma avalanche devastadora que atingiu a região fronteiriça entre Nepal e Tibete na quarta-feira, dia 26.
O impacto do desastre gerou imagens impressionantes de indivíduos em busca de abrigo, que circularam pelo mundo. As autoridades locais mantêm um estado de vigilância em relação a possíveis novos deslizamentos de terra, enquanto as equipes de resgate seguem firmes em suas buscas por sobreviventes na área afetada. Cerca de 4.500 pessoas estão engajadas nesse trabalho, em um momento considerado crítico para a recuperação de corpos.
O evento catastrófico ocorreu na área montanhosa do Himalaia e abalou vastas regiões da fronteira, incluindo a passagem de Gyirong. No início, as informações indicaram que o deslizamento de água, rochas e terra teria sido gerado por um terremoto de magnitude 4,4, conforme os registros de sensores geológicos.
Contudo, as autoridades esclareceram que a causa mais plausível do ocorrido foi o colapso de uma geleira antes do terremoto. A análise indicou que este rompimento, que ocorreu em uma área montanhosa, provocou a atividade sísmica subsequente. A geleira teria avançado pelo vale, arrastando gelo, rochas e sedimentos.
Estima-se que esse movimento possa ter bloqueado o fluxo do rio Lhende Khola. Quando o bloqueio se rompeu, uma enorme tromba d’água foi formada, atingindo áreas habitadas. Essa teoria, que ainda necessita de validação por meio de estudos científicos adicionais, é corroborada por imagens de satélite que mostram o colapso da geleira.



