Neel Kashkari, presidente do Federal Reserve (Fed) em Minneapolis, declarou nesta quinta-feira, 1, que ainda não tem clareza sobre até onde as taxas de juros deverão ser elevadas, observando a diferença significativa entre os juros de curto prazo e os rendimentos dos Treasuries de dois anos, em um cenário de economia americana resiliente.
Durante uma entrevista, Kashkari mencionou: “Não sei quão altos os juros precisam ir”, enfatizando que o Fed tomará as medidas necessárias para trazer a inflação de volta à meta de 2%. Ele comentou que a taxa implícita para setembro referente ao Treasury de dois anos está pouco acima de 4%, destacando uma “grande diferença” entre as taxas e os rendimentos mencionados.
O presidente do Fed ressaltou que os mercados são assertivos quando têm uma visão formada, e a hesitação observada entre os investidores pode ser um sinal de que o aperto monetário já está começando a impactar a economia. Ele destacou que o aumento das taxas pode causar pressões em diversas áreas da economia, especialmente no setor habitacional, que já enfrenta dificuldades.
Kashkari expressou surpresa contínua com a força da atividade econômica, observando que o consumo permanece robusto e a taxa de desemprego, de 4,1%, é considerada “boa”, com um mercado de trabalho em boas condições. Ele acredita que não é necessário provocar uma deterioração no mercado de trabalho para atingir a meta de inflação, destacando que “não existe uma espiral de salários e preços atualmente”.
Além disso, o dirigente afirmou que sua percepção sobre choques de oferta e inflação tem mudado. Segundo ele, se esses choques persistirem por cinco anos, eles passam a ser responsabilidade do Fed. Ele também mencionou a escassez de diesel e a falta de caminhoneiros como preocupações específicas em sua jurisdição.



