O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta quarta-feira que as taxas de juros de longo prazo que o Tesouro Nacional enfrenta para rolar a dívida pública do Brasil são insustentáveis e exigem uma solução urgente.
Durante um evento do setor da saúde, Durigan salientou que “o Tesouro Nacional, que é o maior pagador de títulos no país, está com uma enorme carga de pagamento a juros elevados, o que é inaceitável”.
De acordo com reportagem do jornal O GLOBO, o aumento da taxa básica de juros, os “prêmios” exigidos pelos investidores devido a incertezas externas e fiscais, e a implementação de vários programas de crédito pelo governo têm elevando o custo efetivo da dívida pública, elevando-o aos níveis mais altos em dez anos e intensificando a pressão sobre as finanças do país.
Recentemente, a taxa de juros implícita, calculada pelo Banco Central para refletir o custo total do endividamento do governo, alcançou 13,2% acumulados em 12 meses para a dívida bruta, sendo este o maior índice registrado desde novembro de 2016. Este indicador considera a estrutura da dívida pública, que inclui títulos atrelados à Selic, prefixados, vinculados à inflação, cambiais, entre outras obrigações governamentais.
O ministro também alertou sobre a importância de manter a vigilância em relação a esse cenário, afirmando que “nunca devemos relaxar e achar que o desafio está resolvido, porque não está”. Para Durigan, resta ainda uma “grande milha final” a ser percorrida, referindo-se à necessidade de garantir uma trajetória de sustentabilidade para os gastos públicos e os juros. Ele enfatizou que “o papel do governo brasileiro é seguir em frente, sem exageros, acreditando que não há soluções mágicas, para resolver esta milha final” e reiterou que o trabalho deve continuar no próximo governo para enfrentar essa questão.



