O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, atual candidato à reeleição pelo PT, afirmou no último domingo, dia 23, que seu filho, Fabio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, deve ser alvo de investigações. Durante uma entrevista à Rede Record, que coincidia com um debate entre candidatos à Presidência promovido por outros meios de comunicação, Lula declarou que, mesmo não sendo juiz ou delegado, todos têm a responsabilidade de agir de forma ética.
“Se alguém está agindo de maneira errada, deve ser investigado”, afirmou Lula. Ele destacou que nenhuma pessoa, incluindo seu filho, deve estar acima das consequências de seus atos.
Lulinha enfrenta três inquéritos no Supremo Tribunal Federal, que estão sendo conduzidos pela Polícia Federal. As investigações apuram possíveis irregularidades relacionadas a tráfico de influência em negócios envolvendo aliados do governo.
Lula reiterou que a responsabilidade financeira é fundamental e que, caso sejam comprovadas irregularidades que causem prejuízo ao erário público, as consequências devem ser enfrentadas. No entanto, ele também enfatizou a importância da presunção de inocência, afirmando: “Todos têm o direito de se provar inocentes”. O presidente acrescentou que, embora a responsabilidade de proceder corretamente recaia sobre todos, quem cometer erros deve arcar com as responsabilidades.
Sobre o tema da corrupção, o presidente mencionou que este é um problema de difícil controle, presente em diversas situações e lugares. Contudo, Lula assegurou que o país possui a capacidade necessária para realizar investigações adequadas, afirmando que a Polícia Federal está apta para esse fim.
No que diz respeito à segurança pública, Lula anunciou a criação do Ministério da Segurança Pública, que atualmente faz parte do Ministério da Justiça, prometendo aumentar a autonomia dos governadores nessa área. Enfatizou que, se reeleito, trabalhará em parceria com estados e municípios no combate à criminalidade, envolvendo a Polícia Federal e outras corporações policiais.
Lula também abordou a questão dos feminicídios, destacando a necessidade de uma ação conjunta entre os três Poderes para enfrentar os assassinatos de mulheres motivados por questões de gênero. Ele ressaltou a importância de um processo educacional que valorize a liberdade das mulheres, afirmando que essa é uma questão crucial a ser discutida e combatida.

